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21/04/2010 - Diário as Beiras Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falsificação de guias confessada

Por: Júlio Almeida

No banco dos réus senta-se o ex-empresário, o gerente de duas escolas de condução de Anadia e 11 arguidos.

Um ex-empresário do ensino automóvel confessou no Tribunal de Oliveira de Azeméis ter vendido guias de condução falsas a automobilistas, na maioria com dificuldades no código, para que pudessem iludir as autoridades policais até passarem no exame teórico. No banco dos réus sentam-se, ainda, o gerente de duas escolas de condução de Anadia, e mais 11 arguidos, todos pretendentes a obter a habilitação legal para conduzir. Dois outros acusados não compareceram, um deles seria suposto colaborador do acusado principal.
O alegado cabecilha, de 64 anos, justificou o expediente ilegal por enfrentar “dificuldades financeiras” após a antiga DGV ter encerrado compulsivamente a escola de que era proprietário, em Cinfães do Douro, há cerca de sete anos. Daniel Bastos, que se encontra em prisão domiciliária, negou, contudo, ter exigido a cada renovação das guias com carimbos falsos do Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestres entre 200 a 300 euros, o que terá sucedido de dois em dois meses durante vários anos desde 2004.
O ex-empresário alegou que era angariador de alunos para uma escola de condução de Anadia com a qual tinha “um acordo”, retirando uma comissão. As aulas “eram pagas por fora”.
Segundo o gerente da escola, a colaboração “legal” existiu mas “em escassos casos”, a pedido de Daniel Bastos que estaria a aguardar a reabertura do estabelecimento.
Jorge Oliveira assumiu ainda não controlar o registo de aulas obrigatórias dos candidatos, que seria assinado apenas antes do exame.
Confrontado com o alegado recurso a microcâmara e auricular que disponibilizaria a candidatos a exame de condução para conseguirem obter as respostas certas, o arguido principal admitiu que teriam sido usados num caso “mas não funcionou”.
Os clientes de Daniel Bastos que falaram em tribunal assumiram o compra das guias falsas, bem como pagamentos parciais para obter as cartas verdadeiras que variaram entre 1.500 e os 3.000 euros. As aulas de código, quando dadas, limitaram-se, com excepção de dois casos, a alguns esclarecimentos em casa do ex-empresário.

Acusações

Jorge Oliveira responde por crime de falsificação de documentos. Os 12 candidatos foram acusados de falsificação de documentos e condução de veículo sem carta, entre outros crimes.

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