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20/04/2010 - Portal MS Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fiscais retiram bombas de postos que vendem combustível adulterado

É a primeira vez na capital paulista que bombas são arrancadas. Os postos já haviam sido multados e lacrados mas o dono desrespeitava fiscalização. Uma semana depois, estava aberto desrespeitando a lei.

Um posto adultera combustíveis. É fechado. Uma semana depois, está aberto desrespeitando a lei.

A força-tarefa que combate esse crime em São Paulo resolveu o problema com uma medida drástica: arrancou as bombas.

É a primeira vez na capital paulista que bombas são arrancadas em dois postos. Esses postos já haviam sido multados e lacrados, mas o dono arracava os lacres e ainda colocava em uma parede para enfeitar.

O posto deveria estar fechado há um ano. O da frente também. Os dois ficam em uma das avenidas mais movimentadas de São Paulo. Perderam a licença de funcionamento depois que outro posto do mesmo dono foi fechado por adulteração de combustíveis.

Pela lei da cassação, o comerciante apanhado na fraude da gasolina fica proibido de operar nesse mercado por cinco anos.

Mesmo sem autorização, o posto continuou funcionando normalmente. De nada adiantou também a fiscalização voltar para lacrar as bombas. Nas duas ocasiões em que isso ocorreu, os lacres foram rompidos e a proibição de venda ignorada. Nota fiscal para o motorista? Fria, completamente falsa, segundo os fiscais do estado.

No escritório, talões e mais talões de notas clandestinas. Outro flagrante de abuso: os lacres que deveriam estar nas bombas decoram a parede de um depósito, nos fundos. Os frentistas ficam mudos

Gerente? Nem sinal. Nada do dono também e até um homem que se apresenta como advogado dos postos não deu explicações.

Coletamos amostras de combustível e o resultado foi o mesmo nos dois estabelecimentos: o que é vendido como gasolina é na verdade uma mistura de solventes com 52% de álcool. Fraude pura.

Quem já foi enganado, desabafa: “A moto não anda de maneira nenhuma, não anda, está falhando, não para ligada, uma moto 2009”, fala um motoqueiro.

“Gastei R$ 170 para limpar o carburador por causa da gasolina daqui”, reclama um motorista.

Cansada também de tanto desrespeito, a fiscalização da Fazenda Estadual partiu para uma medida definitiva: a apreensão das bombas. A ordem é levar tudo embora e não vai parar por aqui.

Só em São Paulo, mais de 200 postos tiveram a licença cassada nos últimos anos. Muitos simplesmente atropelam a proibição. Por isso, todo posto clandestino que estiver enganando o consumidor vai ter agora as bombas confiscadas. Ou seja: vai parar de vender na marra. Os donos de veículos aprovam a medida.

A venda de combustível adulterado está disseminada por São Paulo. Como a fiscalização com a retirada de bombas vai continuar, a dúvida é se vai sobrar algum posto para abastecer.

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