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15/04/2010 - O Dia Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Caça-níqueis: 2 empresas são investigadas por lavar dinheiro


Análise dos documentos e provas apreendidas pela Polícia Federal na Operação Alvará, que levou para a prisão 24 pessoas envolvidas com a exploração de caça-níqueis em Niterói e São Gonçalo, indica que duas empresas de pessoas ligadas ao presidente da escola de samba Unidos de Vila Isabel, Wilson Vieira Alves, o Moisés, podem ter sido usadas para lavagem de dinheiro. Moisés e duas diretoras da Azul e Branca estão entre os presos.

A filial da Anaís Assessoria Contábil, no Centro de Niterói, era o local onde havia distribuição mensal dos selos de autorização aos maquineiros, garantindo o funcionamento dos caça-níqueis. A empresa funciona em edifício comercial da Rua Almirante Teffé e pertence a Isabel Cristina Melo Dias Russo e uma sócia. Isabel, que é responsável pelo Departamento de Finanças da Vila Isabel, também está presa.

No escritório, os agentes encontraram diversos selos, que custavam por mês entre R$ 200 e R$ 300, dependendo do tempo de atuação do 'maquineiro' (quem instalava os caça-níqueis) na exploração das máquinas. "A Anaís tinha alguns clientes, mas era usada no esquema criminoso", afirmou o delegado Marcos Aurélio Costa de Lima, que comanda as investigações.

De acordo com as investigações, a empresa de diversões eletrônicas Garra pertence a Vaulanir Pereira de Assumpção, assessor da presidência da Vila Isabel, que está foragido. "O grupo tinha fliperama e sinuca, mas explorava clandestinamente as maquininhas", completou o delegado.

Moisés controlava, segundo a Polícia Federal, a autorização para funcionamento das máquinas. Os documentos apreendidos encheram 15 malotes e vão permitir que as investigações da Delegacia de Niterói tenham continuidade. Moisés foi autuado por contrabando, formação de quadrilha, corrupção ativa e extorsão.

Cinco policiais vão ao conselho de disciplina

Os cinco policiais militares que trabalhavam na segurança do bicheiro Rogério Andrade podem ser expulsos da PM. O grupo era responsável pela escolta do contraventor, quinta-feira passada, quando ele sofreu atentado a bomba, na Barra da Tijuca. Rogério ficou ferido no rosto e seu filho, Diogo, 17 anos, morreu.

O sargento Maximiliano dos Santos Moraes, os cabos Marco Antônio Gonçalves da Silva e Alexandre Franklin Silva Vital, e os soldados Wilians da Silva Montes de Souza e Flávio Aleluia dos Santos vão responder ao conselho disciplinar. Eles eram lotados nos batalhões da Ilha, Méier, Leblon, de Choque e de Polícia Rodoviária (BPRV).

A decisão da Corregedoria da PM, que pode resultar na expulsão dos cinco, será publicada hoje no Boletim Interno da corporação. "Eles terão amplo direito de defesa. Mas a conduta foi considerada gravíssima. A apuração para saber se há outros PMs envolvidos continua", afirma o corregedor da PM, coronel Ronaldo Menezes.

Em depoimento à Delegacia de Homicídios e duas vezes à PM, os cinco militares admitiram fazer parte da segurança de Rogério. O conselho de disciplina deve durar 30 dias e pode ser prorrogado por mais 20. Nos últimos dois anos, 517 policiais militares foram expulsos da corporação. O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, elogiou ontem a atuação da Polícia Federal e disse que a corrupção é uma chaga na história do serviço público. "Essa chaga deve ser combatida", afirmou.

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