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14/04/2010 - Paraná Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Mulheres “tipo exportação”


Voltou à pauta da mídia, nesta terça-feira (13), o flagelo do tráfico internacional de pessoas na Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Informa o Diário Vanguardia, de Ciudad del Este, que três agências de viagens do lado paraguaio da fronteira são alvo de investigação do Ministério Público do país vizinho, sob suspeita de que estariam "exportando" mulheres ao continente europeu.

O envio de jovens paraguaias para prostituição, aliás, não é nenhum fato novo. A novidade, neste caso, é que há uma investigação em andamento e, ao que tudo indica, dados concretos estão sendo coletados.

Em 2007, tive a oportunidade de conversar com uma vítima que, mesmo resgatada e teoricamente em liberdade, vivia em permanente pânico devido a ameaças de que, caso não conseguisse outras três "substitutas", poderia pagar com a própria vida.

O esquema para o recrutamento continua o mesmo de sempre: abuso da ingenuidade e da necessidade alheia, falsas promessas de empregos como modelo, empregada doméstica ou garçonete, e "adiantamentos" que formam, logo de cara, a primeira dívida da futura escrava sexual.

No Velho Mundo, os principais mercados para a "exportação" de mulheres paraguaias e da província argentina de Misiones (brasileiras são minoria no contexto regional) são países como Espanha, França e Itália, havendo relatos, ainda, de casos na Inglaterra, Alemanha e Leste Europeu.

Não é preciso, porém, cruzar o oceano para encontrar jovens da fronteira, muitas delas, menores de idade, trabalhando como escravas em bordéis.

Na região metropolitana de Buenos Aires, são comuns os anúncios de prostituição em que o adjetivo paraguayita, "paraguainha", é adicionado como sinônimo de qualidade sexual. Nas estradas de Misiones, Corrientes e Entre Ríos, são inúmeras as boates que utilizam-se da mão-de-obra nem sempre voluntária.

A inexistência de um escritório próprio para investigação do tráfico de pessoas, com sede fixa na Tríplice Fronteira, dificulta um combate eficaz, uma vez que as já sobrecarregadas polícias precisam lidar, simultaneamente, com temas "mais urgentes" como o tráfico de drogas e armas e o contrabando.

Pior do que a omissão, porém, é a indiferença de autoridades e pessoas comuns que, ignorando, minimizando, ou, até mesmo, estereotipando a exploração sexual como "vagabundagem", apenas contribuem para seu fortalecimento.

Enquanto isso, continuamos pagando com vidas.

Até quando?

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