Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS



Promoção BLACK WEEK. Até o dia 02/12 valor promocional para o Treinamento sobre Fraudes Crédito e Comércio ! CLIQUE AQUI.


Acompanhe nosso Twitter

14/04/2010 - O Estado de São Paulo / Ag. Estado Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Microcamp é acusada de usar ONG em golpe

Por: Luciana Alvarez

Educa São Paulo pede abertura de CPI na Câmara Municipal para investigar propaganda enganosa; rede de escolas oferece falsas bolsas em nome da entidade.

O presidente da ONG Educa São Paulo, Devanir Amâncio, deve protocolar hoje na Câmara Municipal de São Paulo um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a venda de cursos da rede Microcamp. Funcionários da escola estariam usando o nome da ONG para oferecer falsas bolsas em cursos de computação e de idiomas da rede. As "bolsas", no entanto, são parciais - o interessado tem de desembolsar R$ 300, em média.

Procurada pelo Estado, a empresa informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não autorizou nenhuma de suas unidades a usar o nome de Educa São Paulo e não tinha conhecimento do problema. A Microcamp também prometeu apurar a denúncia. Na internet, um site comercial com o nome Educa São Paulo fornece o endereço de uma unidade da Microcamp em Campinas.

Amâncio tomou conhecimento do uso do nome de sua ONG no fim do ano passado, quando a advogada Patrícia Araújo o procurou. "Outras pessoas já haviam me ligado, falando sobre cursos, mas eu não entendia o que estava acontecendo", conta. O trabalho principal da Educa São Paulo, fundada em 1988, é a criação de bibliotecas comunitárias para populações carentes. "É um desrespeito com a nossa entidade e também com a população. A empresa tenta esconder sua identidade", diz Amâncio, que pretende encaminhar denúncia para o Ministério Público Federal.

Patrícia emprega em sua casa Susana Silveira Veiga, que quase caiu em um golpe. "Deixaram recado no telefone da minha irmã, que é o número que está na escola da minha filha, caso tenham de me encontrar", conta. "Quando retornei, disseram que eram da Educa São Paulo e que minha filha foi bem em uma prova e por isso tinha conseguido um bolsa de estudos." O endereço indicado para fazer a matrícula era o de uma unidade da Microcamp.

"É um absurdo, porque conhecia de nome a Educa São Paulo e sei que é uma ONG muito séria", diz Susana. Segundo ela, o que a fez desconfiar foi a insistência da atendente.

Para Amâncio, porém, usar o nome de Educa São Paulo é só "a ponta de um iceberg". "Eles usam esse nome, assim como os de programas do governo, para confundir as pessoas", diz.

Reconhecimento. Na estratégia de vendas, a Microcamp diz que possuiu cursos técnicos "reconhecidos e aprovados" pelo Ministério da Educação. Mas o MEC informou que não é de sua competência dar aval a cursos técnicos e não sabia da propaganda da escola. Em nota, a pasta esclareceu que as secretarias estaduais e municipais de Educação são as "responsáveis pela autorização, regulamentação e reconhecimento" das instituições de ensino técnico. "O MEC reconhece por meio das secretarias", disse Marcos Alexandre Lopes, gerente da Microcamp.

PARA LEMBRAR
Idec denunciou rede por multa rescisória

Em fevereiro, o Instituto de Defesa do Consumidor denunciou que, no contrato de cursos da Microcamp, 80% do valor era referente à compra do material didático. Dessa forma, se um aluno decide deixar o curso no meio, tem de continuar pagando as parcelas quase integrais até o fim para quitar o material. A empresa diz que seus contratos estão dentro da lei. Em um ano, o Procon de São Paulo recebeu mais de 500 queixas contra a rede.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 1163 vezes




Comentários


Autor e data do comentário: ADS - 05/08/2010 23:42

Eu fui vítima dessa propaganda enganosa!
Em meados de junho de 2010 fui até a escola atraída por um "banner" que dizia algo do gênero "estamos recebendo currículos", na oportunidade fui informada que não havia vagas na unidade mas, que se eu fizesse um curso na escola teria meu currículo encaminhado para empresas conveniadas. Desempregada há vários meses, resolvi conversar com um vendedor para obter maiores informações, foi aí que fui apresentada ao vendedor que me informou sobre os cursos ministrados pela escola e sobre os convênios com a UMES e com a Faculdade Sumaré, que supostamente oferecia 06 meses gratuitos para alunos da Microcamp e a partir da sétima mensalidade seriam oferecidos descontos variáveis. Expliquei para ele que não tinha muito interesse em fazer um curso de idiomas, mas que o desconto em uma Universidade seria muito interessante, isso porque já estava cursando o primeiro semestre do curso de logística em uma outra universidade e a possibilidade de continuar o curso em uma faculdade mais renomada e ainda por cima com descontos seria excelente.
O vendedor entendeu os meus motivos e me garantiu a existência do tal convênio, me apresentando inclusive uma proposta na qual constava os logotipos da Microcamp, UMES e Faculdade Sumaré.
Depois de mais algumas explicações acerca dos descontos com a Faculdade Sumaré decidi assinar o contrato e infelizmente não observei algumas informações.
No dia da assinatura além do contrato de prestação de serviços, assinei também uma declaração de entregas de livros, no entanto, como o material não estava disponível na unidade, fiquei de retirá-lo no dia seguinte, junto com uma cópia do contrato.
No dia seguinte minha mãe foi retirar a minha via do contrato e os materiais, mas para minha surpresa eles ainda não estavam disponíveis. Verifiquei também que não havia em lugar nenhum a informação sobre o convênio com a Faculdade Sumaré, e por isso liguei para o vendedor solicitando uma cópia da proposta, na qual contavam as informações sobre o convênio. O vendedor prometeu que me passaria o documento e acreditando nele cancelei o curso na universidade que estudava e liguei na Sumaré para fazer a minha matrícula.
Para o meu desespero fui informada que o convênio Microcamp / Faculdade Sumaré não havia sido renovado para o segundo semestre de 2010 e por isso não teria direito aos descontos que me foram prometidos pelo vendedor.
Tentei entrar em contato com a Microcamp por vários dias, sem nenhum retorno, até que decidi contratar uma advogada e buscar pelos meus direitos.
Minha advogada optou por tentarmos um acordo na Microcamp e agendamos por telefone uma reunião com a diretora da escola e o vendedor.
Na data e horário combinados estávamos na escola eu e minha advogada, contudo, em mais uma demonstração de total falta de respeito com os consumidores/alunos esperamos por mais de 50 minutos até sermos atendidas por uma senhora que se apresentou como responsável pelo departamento financeiro e informou que nos atenderia, pois a diretora não estava na Unidade.
Após explicar todo o problema apresentamos a proposta de rescindir o contrato com a devolução dos valores pagos, uma vez que uma das promessas da Microcamp não foi cumprida. A responsável pelo departamento financeiro fez uma contraproposta de rescindir o contrato, mas sem a devolução dos valores pagos, o que não aceitei.
Avisei que iria entrar com uma ação e para minha surpresa FUI INFORMADA QUE EU NÃO TERIA COMO PROVAR O SUPOSTO CONVÊNIO ENTRE A MICROCAMP E A FACULDADE SUMARÉ, uma vez que não consta nada no contrato assinado. Informei sobre a existência de uma proposta e pedi uma cópia e mais uma vez fui surpreendida com a informação de que o documento foi JOGADO NO LIXO e que a empresa não se responsabiliza por informações verbais passadas pelos vendedores! Saí da unidade revoltada com o descaso e sem resolver o meu problema.
É inadmissível que ocorra este tipo de situação, fui vítima de uma propaganda enganosa por parte da Microcamp e fui lesada por acreditar em um vendedor que me fez assinar um contrato apenas para obter descontos em uma faculdade que diz não ter mais convênio com a Microcamp.
Propaganda enganosa é um crime e eu vou até as últimas conseqüências para que os responsáveis sejam punidos.



O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal