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12/04/2007 - Último Segundo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Aumentam crimes de colarinho-branco nos EUA


A política antiterror do presidente George W. Bush está fazendo crescer o número de crimes de colarinho-branco e sonegação fiscal nos Estados Unidos.

A razão é que o governo americano, desde o 11 de Setembro, vem transferindo pessoal do FBI para o combate ao terrorismo, deixando de lado as investigações de outros tipos de crime. Pelo menos um terço dos 12.575 agentes estariam trabalhando em atividades antiterroristas, sendo que 2.400 homens, que deveriam cuidar de crimes comuns, foram designados para o combate ao terror.

A descoberta foi feita pelo jornal Seattle Post-Intelligencer, que durante seis meses analisou 250 mil casos investigados pelo FBI após os atentados de 2001. Segundo o jornal, o FBI trabalhou em 3.500 casos de colarinho-branco em 2005, bem menos do que os 10 mil investigados em 2000. Assim, desde 11 de Setembro, as condenações por crime de colarinho-branco caíram 30%. O número de investigações de crimes comuns também caiu. Eram 31 mil, em 2000, contra apenas 20 mil, em 2005.

O caso pode afetar ainda mais a credibilidade da polícia federal americana, já abalada com casos de acesso ilegal aos registros pessoais de milhares de americanos. Se não tivesse transferido os agentes e continuasse a investigar casos de fraude, analistas calculam que mais de 2 mil criminosos de colarinho-branco estariam atrás das grades e o país teria recuperado alguns bilhões de dólares.

Por enquanto, ao monopolizar o FBI para o antiterrorismo, o governo tem feito com que o crime compense. Um casal do Estado de Washington deu um golpe de U$ 1,6 milhão no Columbia Bank. Investigadores contratados pelo banco descobriram o casal no Colorado, reuniram provas e entregaram os dois para o FBI, que se negou a pegar o caso.

Em Washington, John e David Edwards, pai e filho, deram um golpe de US$ 70 milhões em investidores e fugiram para a Califórnia sem que o FBI se mexesse. Foi preciso um procurador californiano pegar o caso, reunir provas e colocá-los na cadeia. Contudo, outros oito membros da quadrilha e mais de 50 pessoas que participaram da fraude continuam soltas e sem qualquer acusação formal.

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