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07/04/2010 - O Estado de São Paulo / Ag. Estado Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

'Aloprado' do PT volta a ser preso em esquema de desvio de verba

Por: Fátima Lessa

Valdebran Padilha já havia sido preso em 2006 com outros dois petistas ao tentar comprar um dossiê contra José Serra.

O ex-tesoureiro do PT em Mato Grosso, Valdebran Padilha, juntamente com seu irmão Valdenir Padilha, e os coordenadores das Ocips Instituto Creatio, Luciano do Carvalho Mesquita e do Idheas, Valério do Nascimento, foram presos durante a operação Hygea desencadeada nesta quarta-feira, 7, pela Polícia Federal. Os quatro formariam o núcleo intelectual, segundo agentes federais, de uma organização especializada no desvio de verbas federais da Funasa, Ministério da Saúde e Ministério das Cidades destinados à área da saúde em Mato Grosso e com ramificações nos estados de Minas Gerais, Rondônia e Brasília. O presidente do diretório regional do PT em Cuiabá, Carlos Abicalil, informou que Valdebran Padilha já deixou o partido, sendo portanto um ex-petista.

Esta não é a primeira vez que Padilha tem problemas com a Justiça. Durante a campanha eleitoral de 2006, Padilha foi preso junto com os também petistas Gedimar Passos e Hamilton Lacerda, em posse de R$ 1,75 milhão. Os três tentavam comprar um suposto dossiê que incriminaria o então candidato ao governo do Estado de São Paulo, José Serra (PSDB). Após a malfadada operação, Lula apelidou os três "aloprados".

Também foram presos o ex-prefeito de Santo Antonio de Leverger, Faustino Dias (cassado pelo TRE por compra de votos), o secretário de Saúde de Tangará da Serra, Mário lemos, o coordenador da Funasa, Marco Antonio Stangherlin, o empresário da CHC Táxio Aereo, Francisco Salvador além de dirigentes do PMDB de Mato Grosso, Rafael Bastos, secretário geral do diretório estadual, Carlos Miranda, tesoueiro e José Luís Bezerra, sobrinho do deputado federal, Carlos Bezerra.

A operação em parceria com a CGU desmontou um esquema que teria causado um prejuízo comprovado através de auditorias internas da Controladoria Geral da União (CGU) de R$ 52 milhões. Segundo coordenador geral da CGU em Mato Grosso, Israel Carvalho, o valor total pode ultrapassar R$ 200 milhões.

A delegada responsável pelas investigações, Heloisa Albuquerque, disse que o esquema de fraudes e desvio do dinheiro funcionava através de núcleos operacionais distintos e independentes, hierarquicamente estruturado voltado ao desvio e apropriação dos recursos públicos: o núcleo intelectual empresarial comum, dos servidores e o operacional.

Em entrevista coletiva, os federais e o coordenador auditor da CGU disse que o primeiro esquema desenvolvia-se na Funasa/MT Servidores lotados em postos estratégicos - divisão de administração, setor de logística e divisão de licitação) e a direção do órgão promovem o direcionamento das licitações que envolveriam contratos de maiores valores às empresas do núcleo empresarial intelectual beneficiado. Os contratos são executados com valores superfaturados para o tipo de serviço e pagamento de serviços não efetuados.

O outro núcleo contava com a ajuda dos servidores, como braços operacionais do grupo. Os assessores políticos como Rafael Bastos e Carlos Miranda e Luis Bezerra são acusados de direcionar os contratos e as emendas parlamentares para as obras supostamente irregulares. O petista Valdebran Padilha e o irmão Valdenir Padilha, donos da empresa Engesa, seriam responsáveis por obras licitadas e não executadas em Santo Antonio de Leverger. O advogados dos irmãos Padilha, Roger Fernandes, disse que seus clientes estão sendo acusados Os dois foram interceptados em gravações telefônicas com o fundados do Instituto Creatio, Romilton Souza Carlos. Ele disse que seus clientes confirmaram que aplicaram todos os recursos recebidos. Os irmãos Padilha, os coordenadores das OCIPS e o empresários forma ouvidos e encaminhados para a Polinter.

O terceiro núcleo seria o da participação das OCips que seriam contratadas para gerir são contratadas por alguns Municípios de Mato Grosso e Minas Gerais para gerir os programas de Saúde Indígena, Saúde da Família (PSF), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e Unidades Municipais de Saúde (UMS).

Ao todo, a PF cumpre 35 mandados de prisão temporárias e 76 de busca e apreensão. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de contas, apreensão de dinheiro, jóias e automóveis. Os acusados responderão pelos crimes de formação de quadtrilha, estelionato, fraude em licitações, apropriação indébita, lavagem de dinheiro, peculato, corrupção ativa e passiva, prevaricação. Quatro pessoas estão foragidas. Os advogados tentarão revogar as prisões. Todos alegam inocência dos clientes e entraram com pedido de revogação das prisões temporárias.

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