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06/04/2010 - Portal Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Corrupção no DF pode ser ainda maior, diz procurador-geral

Por: Claudia Andrade


O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou nesta terça-feira que "haveria muito mais" no suposto esquema de pagamento de propina no Distrito Federal. "Estamos aprofundando as investigações e há indícios de que, além do que já foi revelado, haveria muito mais em termos de uma corrupção disseminada pela máquina administrativa do Distrito Federal".

Há uma semana, o ex-secretário de Relações Institucionais do governo, Durval Barbosa, afirmou, em depoimento à CPI da Corrupção, que "o rolo compressor vem aí, ainda nem começou". Barbosa é o principal delator do suposto esquema de corrupção no DF e, apesar de ter se negado a responder às perguntas dos integrantes da comissão, ele deu o aviso aos parlamentares durante a sessão, realizada na superintendência da Polícia Federal (PF).

Gurgel defendeu ainda urgência no julgamento do pedido de intervenção apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF). "Entendo que isso deve ser feito com muita brevidade, com muita urgência, porque a situação, diferentemente do que as aparências podem indicar, continua extremamente grave".

Questionado sobre as eleições indiretas marcadas para o próximo dia 17, o procurador-geral voltou a invalidá-las. "As eleições indiretas trazem a finalidade de procurar enfraquecer a intervenção, mas, na minha visão, apenas fortalece o pedido, porque traz para a pauta o tema do colégio eleitoral que será formado pelos que compõem a Câmara Distrital. E nós sabemos que boa parte está envolvida no esquema de corrupção que levou à prisão do então governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM)".

A eleição do governador e do vice-governador, que devem cumprir um mandato "tampão" até dezembro deste ano, ficará a cargo dos 24 integrantes da Câmara Legislativa do DF. "Com esses deputados, que governador podemos ter?¿, disse Gurgel.

Entenda o caso

O mensalão do DEM, cujos vídeos foram divulgados no final do ano passado, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.

O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".

As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.

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