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06/04/2010 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpistas são presos em SP acusados de usar carros apreendidos pela PF para conseguir empréstimos


SÃO PAULO - Duas pessoas estão presas e outras dez são acusadas de participar de uma quadrilha que, para conseguir fraudar empréstimos bancários, usava carros apreendidos em operações policiais. Os veículos foram sequestrados pela Justiça e que estavam sob a guarda da Polícia Federal. Os acusados devem ser indiciados por vários crimes, entre eles fraude, falsificação de documentos, formação de quadrilha e corrupção.

De acordo com a Procuradoria da República, pelo menos nove carros apreendidos foram usados para levantar dinheiro em bancos. Segundo a investigação, o golpe começava com a ajuda de um agente da Polícia Federal, identificado como James Pontes da Silva, acusado de abrir as portas do pátio onde eram guardados os carros recolhidos pela Justiça.

- Esse agente da Polícia Federal recebia 15% dos financiamentos, 15% de cada financiamento obtido - diz Anamara Osório, procuradora da República.

Outro integrante do grupo, Valter de Souza, tido como o chefe da quadrilha, anotava as placas dos carros apreendidos. A informação era repassada para Márcio Batista, funcionário público com acesso ao cadastro do Detran. Na falta de registro do bloqueio judicial, o passo seguinte era a falsificação de documentos com a participação de Maycon Pereira e Ludemi Antonio de Souza.

Ludemi era responsável pela fabricação de toda documentação para pegar dinheiro emprestado, como se fosse para comprar os automóveis que nunca estiveram à venda. O golpe se aproveitou da burocracia, da demora entre a apreensão do carro e o alerta ao Detran.

- Isso deveria ser automático, deveria ser direto no sistema. Uma vez apreendido o carro a autoridade responsável por aquela apreensão, com autorização da justiça federal, entraria no sistema e colocaria o bloqueio, se não pela polícia, pela própria Justiça Federal - diz Anamara.

Segundo a Polícia Federal, os dados sobre carros apreendidos são repassados à Justiça Federal em 24 horas. A Justiça Federal disse que vai estudar uma forma de tornar mais rápido o bloqueio dos carros no sistema do Detran.

Quanto ao agente James Pontes da Silva, a direção da Polícia Federal informou que não teria como encontrá-lo para responder às acusações já que ele está aposentado desde o mês passado. Os advogados dos outros réus negaram que eles tenham cometido os crimes e disseram que a defesa será feita durante o processo criminal.

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