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09/04/2007 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Delegado: estudante paulista deve estar envolvido em fraude federal

Por: Renata Granchi


A polícia do Rio já fechou o inquérito que investiga o universitário paulista, Roberto Hissa Freire da Fonseca, de 23 anos, preso após sair sem pagar a conta de um dos hotéis mais luxuosos da cidade, no Leme, na Zona Sul. O delegado Fernando Veloso, da Delegacia Especial de Atendimento a Turistas (Deat), contou que a polícia trabalha com duas hipóteses. A primeira é a de que o estudante seria desequilibrado emocionalmente. A segunda, que Veloso acredita ser mais plausível, é a de que o estudante estaria envolvido em algum esquema fraudulento de escala federal.

Segundo o delegado, que ficou responsável pelo caso por causa da familiariedade dos investigadores com a rede hoteleira da cidade, o estudante de direito, filho de pais e avós da classe alta de São Paulo, fingiu ser assessor jurídico da Procuradoria da Fazenda Nacional de São Paulo (PFN-SP) e mandou a conta do hotel para a União, via PFN. Para dar veracidade a seu disfarce, o fraudador falsificou a assinatura do ministro da Fazenda, Guido Mantega, num documento que daria poderes ilimitados a ele de representar a Procuradoria.

À polícia, Roberto teria dito que procurava empresas para oferecer facilidades em troca de benefícios financeiros. Em seu depoimento, o universitário, que chegou a estagiar por sete meses na PFN-SP, em 2006, disse conseguir informações sigilosas de empresas privadas incluídas na dívida ativa da União, por meio de uma procuradora.

O delegado Fernando Veloso contou que o processo vai ser enviado para a Polícia Federal (PF), na terça-feira (10). “Tem indícios de crime federal. É possível até que tenha envolvimento de alguma procuradora geral da fazenda”, disse o delegado, ao justificar o envio do processo para a PF. Veloso informou também que o estudante tem uma inteligência brilhante e que é muito difícil alguém perceber suas fraudes.

48 horas preso

Ainda segundo o delegado, Roberto ficou 48 horas na cadeia e está em liberdade provisória porque tem endereço fixo e não tem passagem pela polícia. “Essa história de que ele foi liberado porque é bipolar (uma doença psiquiátrica em que a pessoa alterna euforia e depressão num mesmo dia) não tem a ver. Isso não é motivo”, justificou.

O promotor do caso da 30ª Vara Criminal, Celso de Andrade Loureiro, disse, no entanto, que a liberdade provisória foi concedida pelo plantão judiciário do Tribunal da Justiça, depois que a família apresentou documentos mostrando que ele tinha transtorno bipolar. A família, que é proprietária de uma rede de postos de combustíveis, teria alegado que Roberto não estaria em estado normal de consciência. O promotor disse também que o endereço e a estabilidade financeira da família devem ter facilitado no juízo para que o estudante responda em liberdade.

Para o promotor o único crime que recai sobre o universitário é a falsidade ideológica. “Até o momento”, disse Loureiro, “nenhum empresário apareceu dizendo ter sido enganado pelo rapaz”.

Roberto teria contado à promotoria que queria impressionar a família e os amigos. O esquema montado pelo estudante, que incluiu aluguel de van e de jatinho e quartos luxuosos de hotel, custou mais de R$ 50 mil, segundo a polícia.

Audiência com o governador

Roberto Hissa, preso no dia 23 de março, foi descoberto após tentar insistentemente uma audiência com o governador Sérgio Cabral. Agentes do gabinete desconfiaram da identidade do rapaz, já que esse tipo de pedido é feito via ofício, e não por telefone. A Secretaria de Segurança foi acionada e entregou a investigação a Deat, que montou um esquema para prender o estudante quando ele deixava o hotel.

O delegado Fernando Veloso contou que o fraudador tinha planos de ir à Campos, no Norte Fluminense, para tentar, possivelmente, uma audiência com o prefeito Alexandre Mocaiber (PDT). O mesmo seria feito em Brasília. Veloso, no entanto, não soube informar o que o universitário queria conversar com Cabral e com Mocaiber. “Isso será investigado agora pela Polícia Federal”, concluiu.

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