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30/03/2010 - Portal Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Tesoureiro do PT nega superfaturamento e desvios da Bancoop

Por: Laryssa Borges


O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, negou nesta terça-feira, em depoimento no Senado, que tenha havido desvio de recursos, obras superfaturadas ou doações a partidos políticos na época em que ele presidia a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop).

O nome de Vaccari aparece em denúncias de pagamento de propina e desvios de dinheiro da Bancoop, com aplicação supostamente irregular de recursos dos fundos de pensão da Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa) e Petros (Petrobras). De acordo com as investigações, parte dos recursos teria sido aplicada em campanhas do PT e no esquema do mensalão federal.

"Desde quando assumi a presidência (da Bancoop em 2005), a primeira providência foi fazer uma auditoria fiscal, financeira e de engenharia. Não houve superfaturamento na Bancoop em nenhuma hipótese. Como não houve na Bancoop contribuições a partidos políticos. Isso está auditado e verificado", disse o dirigente petista.

"A Bancoop não contribuiu com partidos políticos. Empresas privadas que fizeram as contribuições devem responder por elas. Todos os pagamentos estão contabilizados e esses pagamentos foram auditados e aprovados pelas assembleias gerais", afirmou Vaccari, destacando que também não recebeu envelopes que supostamente continham dinheiro desviado.

"A acusação de que me entregavam envelopes (com suposta propina) não procede. Nunca recebi dinheiro, nem sem envelope, nem com envelope. Nunca tive contato com o segurança (que denunciou o pagamento de recursos)", afirmou.

Mais cedo, o advogado da cooperativa Pedro Dallari também havia afirmado não ser possível ter havido qualquer desvio de recursos dos cooperados para supostos esquemas de corrupção. Ao participar de reunião conjunta das comissões de Fiscalização e Controle e de Direitos Humanos, o advogado disse que os imóveis não foram superfaturados e, portanto, não haveria excedente que pudesse ser encaminhado ilegalmente para outros fins.

"O desvio pressupõe o excesso, o superfaturamento. Se não há excesso, se não há superfaturamento, não há onde sair (o dinheiro para o desvio). Nem perícias judiciais (detectaram que) o valor do móvel supera valor de mercado", disse Dallari.

Entenda o caso

A Bancoop é investigada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo por apropriação indébita, estelionato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. As supostas fraudes chegariam a R$ 100 milhões, e teriam servido para alimentar campanhas político-partidárias.

Fundada em 1996, a cooperativa facilitaria o acesso, inicialmente apenas à categoria dos bancários, a imóveis a preço de custo, por meio de autofinanciamento. Sem que tenham recebido as chaves das unidades adquiridas, os cooperados reclamam do pagamento já efetuado e denunciam ser vítimas de pressão para a quitação das dívidas, sob ameaça de terem o nome sujo na praça, o que poria em risco seus empregos.

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