Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

27/03/2010 - Revista Época Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

A Suíça deixou de lavar mais branco

Por: Marcelo Rocha

Uma conta milionária movimentada pelo filho de Sarney é bloqueada pelo governo suíço, num sinal do crescente cerco ao dinheiro suspeito no mundo.

A Suíça se notabilizou como um dos mais sofisticados paraísos fiscais do mundo. O pequeno país, localizado no centro da Europa, oferece tributação baixa ou nula, facilidades na abertura de empresas e, principalmente, sigilo da identidade do dono do dinheiro.

Com tantas vantagens, os bancos suíços se tornaram um lugar atraente para corruptos, ditadores e milionários interessados em esconder fortunas adquiridas de forma ilícita. De dois anos para cá, as autoridades locais, preocupadas em desfazer a imagem da Suíça como destino de dinheiro sujo, começaram a mudar de comportamento. Investigadores de outros países agora encontram menos obstáculos para obter informações sobre as contas secretas e têm mais chances de repatriar fortunas de origem criminosa.

Um dos melhores exemplos dos novos tempos aconteceu na semana passada. Uma ação do governo da Suíça bloqueou US$ 3 milhões de uma conta aberta em nome da Lithia, típica empresa de fachada aberta em paraíso fiscal. Pela conta transitaram cerca de US$ 13 milhões.

Nos registros bancários, segundo os investigadores, a única pessoa autorizada a fazer movimentações é Fernando Macieira Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O bloqueio, de acordo com a notícia revelada pelo jornal Folha de S. Paulo, ocorreu quando Fernando tentava transferir recursos para o principado de Liechtenstein, outro paraíso fiscal, localizado entre a Áustria e a Suíça. O Ministério da Justiça confirmou a localização e o bloqueio do dinheiro.

Na quinta-feira, ao falar sobre o caso, a presidente da Suíça, Doris Leuthard, disse que não dará tratamento diferenciado a Fernando Sarney. “Aqui tratamos todos de forma igual”, afirmou Leuthard. No ano passado, no auge de uma crise no Senado provocada pela revelação de irregularidades cometidas pelo grupo de Sarney, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma reação diferente. Lula disse que Sarney, ex-presidente da República, não poderia ser tratado como uma “pessoa qualquer”.

A iniciativa dos suíços é, por enquanto, apenas administrativa. Para que tenha outras consequências, o Brasil precisará provar que o dinheiro tem origem em operações financeiras irregulares. A Polícia Federal e o Ministério Público avaliam ter farto material para isso no inquérito da Operação Faktor, que apura crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Investigação detectou suposta remessa por Fernando Sarney de US$ 1 milhão para a China

Fernando Sarney dirige as empresas da família. Ele é alvo de investigação da PF desde 2006. Indiciado, teve a prisão preventiva pedida pelo Ministério Público Federal com base em escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. A investigação apontou supostos crimes cometidos por Fernando e pessoas ligadas a ele no Maranhão e em outros Estados.

Para o Ministério Público, Fernando Sarney “funciona como chefe” de diversas “células criminosas” que atuavam para fraudar contratos de empresas públicas – principalmente do setor elétrico. O advogado de Fernando Sarney, Eduardo Ferrão, não respondeu aos pedidos de entrevista de ÉPOCA.

Em outubro de 2008, ÉPOCA teve acesso ao inquérito da Faktor. A papelada revelou operações financeiras em paraísos fiscais do Caribe não declaradas ao Imposto de Renda. Apareceu também uma suposta transação financeira na China. Um dos papéis leva uma assinatura que seria de Fernando Sarney e autoriza uma transferência de US$ 1milhão para um banco na cidade chinesa de Qingdao.

A China ainda não confirmou a existência da conta. Os investigadores no Brasil não descartam a hipótese de que a transação esteja relacionada à simulação de uma operação de importação de produtos chineses para camuflar a movimentação de dinheiro no exterior.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 180 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal