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26/03/2010 - Mogi News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresa é suspeita de aplicar golpe de crédito

Por: Deize Batinga

Grupo estaria falsificando documentos e ficando com o dinheiro de 12 vítimas, que procuravam a empresa para retirar o nome do Sistema Central de Proteção ao Crédito.

A Polícia Civil investiga uma empresa de crédito suspeita de fraudar certidões que permitem retirar o nome de clientes do Sistema Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Segundo uma denúncia feita no 1° Distrito Policial, no Parque Monte Líbano, com o documento falso, a dívida dos clientes era apagada apenas deste sistema, mas continuava constando nos cartórios de protesto de Mogi.
O nome da empresa não foi divulgado para não atrapalhar as investigações. No boletim de ocorrência, há pelo menos 12 pessoas que teriam caído no golpe. Uma delas é uma cabeleireira de 34 anos que teria descoberto a fraude ao tentar comprar a casa onde mora com a família. "Para comprar o imóvel, precisava do nome limpo. Eu tinha uma dívida de pouco mais de R$ 600 de algumas duplicatas de 2007 e, por isso, procurei uma empresa de reabilitação de crédito para solucionar o problema. No entanto, quando a Caixa Econômica Federal foi consultar meu nome, a dívida, apesar de não constar no SCPC, ainda estava pendente no cartório de protesto da cidade", contou a vítima, que não quis se identificar.

Na tentativa de solucionar o problema, a cabeleireira procurou ajuda na Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC). Lá, os funcionários descobriram que a certidão apresentada para que o nome fosse retirado do sistema era falsa.

A reportagem apurou que o documento, apesar de irregular, é idêntico aos que são liberados pelos cartórios, por isso a suspeita só foi levantada com a reclamação da mulher.

O golpe

Consta no documento policial que, em vez de pagar as taxas e resolver a dívida da vítima, a certidão foi adulterada. O documento original acusava uma dívida de 2007, enquanto o falso tinha o ano de 2000. Em tese, isso significaria que a dívida da pessoa já teria expirado e nenhuma taxa teria de ser cobrada, já que após cinco anos o débito "caduca". "Eu paguei R$ 870 para que eles limpassem o meu nome. Deste valor, R$ 220 seria da taxa do cartório. Mas, pelo que entendi, eles ficaram com todo o dinheiro e só tiraram o meu nome do SCPC. Agora, corro o risco de ficar sem a minha casa", lamentou a cabeleireira.

O 1° DP vai instaurar inquérito para apurar os crimes de uso de documento falso e falsificação de documento público. Cerca de 80 certidões, originais e adulteradas, foram apreendidas.

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