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25/03/2010 - O Mirante Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Novo modelo contabilístico evita a fraude

Dois contabilistas naturais de Santarém lançam livro em Lisboa sobre o novo SNC.

As empresas e os privados vão ter mais dificuldade em “baralhar as contas” da sua contabilidade com o novo SNC – Sistema de Normalização Contabilística, que entrou em vigor em Janeiro. Muitos temem que este novo modelo facilite o aparecimento de escândalos financeiros mas, Jorge Pires, contabilista, defende que não.

Ao contrário do que muitos técnicos oficiais de contas temem, o novo SNC – Sistema de Normalização Contabilística, não vai facilitar o aparecimento de escândalos financeiros. A opinião é de Jorge Pires, técnico oficial de contas natural de Santarém, que lançou em Lisboa na sede da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas o seu novo livro, “SNC Teoria e Prática”, assinado em parceria com o santareno João Gomes, também ele técnico oficial de contas.

“Este é um novo modelo contabilístico que muito em breve vai fazer esquecer o Plano Oficial de Contabilidade (POC). Tem algumas matérias polémicas, como o ajuste de valor, que assusta as pessoas e faz muita gente acreditar que fará aumentar os escândalos financeiros. Mas eu não acredito. Acho que vai impor mais controlo. Até porque não adoptou as normas europeias à letra, adaptou-as à nossa realidade”, defendeu Jorge Pires na sessão de lançamento do livro, realizada no dia 17 de Março.

O SNC, recorde-se, entrou em vigor em Janeiro e vai substituir o POC. Esta mudança vai implicar mudanças a nível contabilístico, fiscal e de relato financeiro. A adopção deste novo sistema vai levar a impactos relevantes na definição dos capitais próprios das empresas e da mostra dos seus resultados.

Com este novo livro os autores querem tornar mais simples o processo de transição do POC para o SNC, recorrendo a exemplos, ilustrações e propostas de resolução de casos práticos das novas normas contabilísticas. Ambos são quadros superiores do departamento de consultadoria contabilística e fiscal da RISA. Na sessão de apresentação do novo livro esteve presente o bastonário da ordem dos técnicos oficiais de contas, Domingues Azevedo, assim como Jacinto Vidigal da Silva, pró-reitor da Universidade de Évora.

“Com base nas acções de formação que temos vindo a realizar sobre normas internacionais de contabilidade (que são a base deste novo normativo contabilístico), aproveitámos algumas sugestões de colegas e decidimos verter para o livro um trabalho de apresentação com recurso a ilustrações, casos práticos resolvidos e conjugação entre contabilidade e a fiscalidade de forma a proporcionar uma forma mais amigável de aprendizagem deste novo sistema”, explica Jorge Pires a O MIRANTE.

O corpo central deste novo sistema é composto por 28 normas principais. “A maioria delas são extensões intermináveis de parágrafos de teoria. Para o profissional habituado aos números isto baralha. A nossa ideia foi digerir a teoria e colocá-la em casos práticos”, reforça.

Para o bastonário da ordem este é um livro “importante” para “dignificar a profissão” e lançou um apelo: “Espero que sirva de exemplo para amanhã estar aqui a lançar o vosso livro, de todos os que estão desse lado, para que o público veja que não nos limitamos a debitar e a creditar. Também temos capacidade de fazer algo pelo nosso semelhante”, concluiu. A obra tem sete capítulos, divididos em sistema de normalização contabilística, código de contas, normas contabilísticas e de relato financeiro, normas interpretativas, indexantes de apoios sociais e normas de IFRS (International Financial Reporting Standards) não adoptadas pelo sistema de normalização contabilística, conceitos de matemática financeira e técnicas de rácios. Os principais destinatários deste livro técnico são os contabilistas, técnicos oficiais de contas, revisores oficiais de contas, auditores, analistas financeiros e de crédito, advogados, consultores jurídicos e fiscais e, por último, estudantes e docentes de contabilidade, economia e finanças. O livro custa 44 euros e tem 960 páginas.

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