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04/04/2007 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Estelionatário de quatro identidades e inúmeras profissões é preso em SP

Por: Patrícia Araújo


Pelo menos oito mulheres enganadas, três nomes falsos e vários documentos fabricados para representar funções como professor universitário, policial civil, oficial de reserva, agente secreto e até segurança do presidente da República. Um currículo extenso para um estelionatário que, segundo a polícia, aplicava golpes no estado de São Paulo desde 1969.

Após denúncia da mulher com quem namorava havia quatro meses, a polícia prendeu Saulo Tarsos Haddad Mesquita, que, de acordo com a investigação policial, se dizia agente secreto do governo brasileiro. A prisão ocorreu no início da tarde desta quarta-feira (4), na esquina entre as Ruas Bom Pastor e Silva Bueno, no Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo.

A acusação feita por ela à polícia era a de que, em pouco mais de 120 dias de convivência, o namorado havia conseguido levar dela cerca de R$ 26 mil. Com propostas de casamento e amor eterno, Mesquita dizia que precisava pagar contas atrasadas e desbloquear uma quantia retida pela Receita Federal na malha fina, valor que seria suficiente para os dois comprarem uma casa em Belo Horizonte (MG).

Em depoimento à polícia, a mulher afirmou que para um encontro desta quarta, o “agente secreto” disse que faria o último pedido a namorada: R$ 1,6 mil para finalmente desbloquear a quantia retida no banco e dar entrada na casa. Ele teria feito até um falso extrato bancário para mostrar para a vítima que estaria falando a verdade.

Verdadeira identidade
Após a prisão, na delegacia sede de São Caetano do Sul, no ABC paulista, a polícia descobriu o que a vítima suspeitava: que Mesquita não pretendia se casar, havia gastado todo o dinheiro que tinha tirado da namorada e não era agente secreto. Mas, bem além do que a vítima imaginava, examinados a ficha policial do “agente” e o material que ele levava no momento da prisão, a polícia descobriu que na realidade havia prendido João Maria, de 58 anos.

Segundo a polícia, em 1969 João Maria registrou sua primeira passagem na polícia paulistana por estelionato. Desde então, foram sete registros, quase todos envolvendo mulheres. O último foi em 1999. Ele chegou a cumprir pena em regime semi-aberto na penitenciária de Bauru (a 314 km de São Paulo), mas durante uma saída temporária em maio daquele ano, saiu e não voltou mais.

Carteiras falsas
Quando foi preso, João Maria levava RGs e CPFs com outros três nomes fora o seu verdadeiro e todos tinham sua foto. Mas o que impressionou a polícia foram as carteiras de professor de Direito da Universidade de Brasília, de policial civil, oficial reserva da Aeronáutica, agente secreto do governo brasileiro, segurança do presidente. Todas identidades falsas para conquistar novas namoradas.

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