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06/02/2006 - Isto É / Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude no primeiro emprego


Escândalo derruba secretário executivo do Ministério do Trabalho e escancara as falhas de mais um rograma social do governo Lula


Um contrato de R$ 9,2 milhões implodiu uma das mais cativantes promessas eleitorais do candidato Luiz Inácio Lula da Silva e um dos principais projetos sociais do governo Lula. O documento assinado em setembro de 2004 estipula que o Ministério do Trabalho pagaria a dinheirama à Cobra Tecnologia – uma subsidiária do Banco do Brasil – para que fosse criado um software de gerenciamento do programa Primeiro Emprego, a começar pelo cadastramento dos jovens desempregados. Para justificar a escolha da Cobra, foram juntadas propostas de mais três empresas. Todas montadas: por trás delas, havia uma mesma pessoa, Patrícia Klavdianos, funcionária do Ministério do Trabalho.

De setembro de 2004 até agora, a Cobra já recebeu R$ 8,8 milhões, repassou parte dos recursos para a Compnet – empresa de Mato Grosso do Sul conhecida por servir ao governo de Zeca do PT –, mas ninguém sabe dizer onde está o software. O dinheiro foi desviado e o gerenciamento planejado não saiu, o que comprometeu as metas do programa.

O pagamento por um serviço jamais entregue foi descoberto após uma investigação deflagrada pelo próprio gabinete do ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Por causa dessas apurações, na terça-feira 31, o secretário executivo do Ministério do Trabalho, Alencar Ferreira, bancário ligado ao presidente nacional do PT e ex-ministro da Pasta Ricardo Berzoini, foi exonerado.

Outros 15 funcionários também acusados de se beneficiarem do esquema já
foram demitidos. Os terceirizados afirmam que Alencar Ferreira e outros remanescentes da era Berzoini – todos funcionários de carreira do Banco do
Brasil – favoreceram a Cobra. “Eu os afastei e agora eles querem me atingir”, defende-se Alencar Ferreira.

Entre os demitidos está Sebastião Ubirajara, ex-coordenador de informática, acusado de receber propinas da Compnet. No processo há dois depósitos bancários na conta de Ubirajara que somam R$ 15 mil. “Fui pressionado a dar mais de R$ 350 mil”, revelou Adriano Chiapara, dono da Compnet.

Além da propina, a investigação também concluiu que a dispensa de licitação para a assinatura do contrato com a Cobra foi irregular. Enquanto as apurações continuam, o número de jovens em busca de um primeiro emprego aumenta em todo o País.

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