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08/04/2007 - Bom dia Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Meio tecnológico domina ‘velhos’ golpes

Por: Reinaldo Chaves


Uma pessoa liga para o aposentado Pedro Santos, 68 anos (nome fictício), se identifica como funcionário da Previdência Social e, por meio de uma boa conversa educada, pede os dados pessoais e os números dos documentos.

“O homem do outro lado da linha disse que era para eu continuar ganhando a aposentadoria. Então respondi tudo o que ele pediu”, diz, constrangido.

O nome é fictício porque o aposentado, envergonhado, não quer divulgá-lo, mas o problema foi real e ocorreu no ano passado.

Ele teve seus documentos clonados. A partir daí, sua vida virou um pesadelo de transtornos e muita dor de cabeça.

Compras e mais compras foram feitas em seu nome. Foram necessários meses para esclarecer o caso com a polícia e com a Justiça, mas Pedro finalmente conseguir limpar seu nome.

Golpes velhos ou simples como esse ainda são os que mais tiram dinheiro das pessoas, segundo as associações de defesa do consumidor.

O diretor-presidente da ABC (Associação Brasileira do Consumidor), Marcelo Fernando Segredo, afirma que os golpes tidos como mais comuns incluem artifícios como falsos bilhetes da sorte grande, os seqüestros virtuais e sorteios e cartões premiados de objetos que não existem.

“Infelizmente muitas pessoas ainda inventam formas de burlar os códigos de processos Civil e Penal, por isso é importante se informar muito antes de tomar decisões”, diz.

Casos corriqueiros

O coordenador do Procon de Bauru, Amauri Carlos Roma, diz que órgão recebe muitas reclamações de propaganda enganosa e cobranças indevidas.

Ele cita o exemplo recente de um panfleto de um título de capitalização distribuído nas ruas que oferecia financiamento de acesso fácil.

“Só nas letrinhas miúdas era visível que na verdade o dinheiro só vinha depois de um sorteio”, diz.

Outro golpe comum que Roma relata é o envio de falsos boletos por empresas fantasmas.

“Os criminosos conseguem os dados na internet, por isso antes de pagar é preciso verificar se a cobrança é verdadeira”, diz.

Busque orientações
Onde: www.ongabc.org.br
Procon/Bauru: avenida Nações Unidas, 4-44, Centro, telefone (14) 3366-6050
Polícia Civil: telefone 197
Polícia Militar: telefone 190

Uso de cartão implica em cuidados especiais

Prática e fácil, a utilização de cartões, o chamado dinheiro de plástico, tem aumentado dia-a-dia. Para crédito, débito e nas normais transações bancárias, os cartões viraram objeto obrigatório nas carteiras da população.

O diretor do Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo), José Geraldo Tardin, alerta para alguns cuidados especiais na hora de utilizar o cartão em lojas, postos de combustíveis ou qualquer outro estabelecimento.

Segundo ele, no ato da compra é sempre bom não perder de vista o seu cartão. Acompanhe o funcionário até a máquina onde será feita a operação.

Cuidado com esbarrões ou encontros acidentais. Se isso ocorrer, verifique se o cartão que está em suas mãos é realmente o seu.

Dicas básicas como observar ao redor e não aceitar ajuda de desconhecidos parecem banais, mas sempre vale relembrá-las. Se suspeitar de alguém muito próximo ou no interior das cabines (aquelas com mais de um caixa), não efetue a operação.

Oferecimento de empréstimo pessoal abre caminho para atuação de falsários

O delegado assistente do 2º DP (Distrito Policial) de Bauru, Fábio Mariotto, conta que todos os meses as delegacias da cidade recebem dezenas de casos de estelionato.

Ele explica que esses golpes muitas vezes são concretizados por meio de empréstimos pessoais feitos com terceiros.

“Ao invés de se dirigir direto para um banco ou financeira, muitas pessoas procuram empréstimos com desconhecidos que oferecem dinheiro, com isso eles têm acesso aos documentos e podem cloná-los”, diz.

Nessa situação é quase impossível saber se quem oferece o dinheiro está agindo de má-fé ou se tem passagens pela polícia.

Mariotto alerta também que golpistas realizam praticamente o mesmo golpe se fingindo como representantes da Previdência para acelerar pedidos de aposentadoria. “Qualquer dúvida as pessoas devem procurar as agências do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)”, diz.

Outra golpe que começa a ficar comum são os eletrônicos. Mariotto aconselha que as pessoas que acessam a internet devem tomar cuidado redobrado com mensagens de estranhos e sites desconhecidos. “O computador pode ser invadido e aí os dados do usuário podem ir parar nas mãos de bandidos”, diz.

Ele lembra também que a Polícia Civil recebe qualquer tipo denúncia sobre golpes e não é necessário se identificar.

Números devem ser guardados para eventuais emergências

Assim que receber o seu cartão, copie ou faça uma cópia dos números nele contidos (isso vale para cartões de crédito e débito) e guarde-os em casa junto com o telefone da central de atendimento. Isso agiliza o bloqueio do cartão caso ele seja perdido ou roubado.

No caso de substituição do plástico, o cliente deve desbloquear o novo cartão e destruir imediatamente o antigo. Lembre-se também de assinar no local indicado, para que o lojista possa conferir com sua identidades.

Além disso, quando efetuar algum pagamento, guarde o recibo para conferi-lo com a fatura.

Hábitos simples podem evitar clonagem de cartão

Com a popularização dos cartões de crédito e débito, o risco de fraudes também aumenta, apesar do enorme esforço das empresas para combater os delitos.

Os criminosos agem de várias maneiras: roubando os plásticos, fazendo cópias falsas ou usando o número dos cartões.

Entretanto, algumas medidas simples podem ajudar a evitar as fraudes. Hábitos como manter o cartão em local seguro, solicitar a devolução após o uso e conferir se o plástico devolvido é realmente o seu, podem prevenir alguns golpes. Lembre-se que a melhor forma de prevenir qualquer problema é vigiar seu cartão o tempo todo, tratando-o como um bem valioso.

Evite emprestar o seu cartão para terceiros nem forneça dados pessoais, como senhas e números de contas. Esse procedimento deve ser mantido mesmo em se tratando de parentes e pessoas de confiança. Afinal, elas podem não ser tão cuidadosas com o seu cartão.

Em grande parte dos casos as fraudes acontecem por descuido do próprio cliente, que acaba compartilhando seus dados pessoais. Evite passar o número do seu cartão de crédito, em voz alta, em locais públicos, como aeroportos e shoppings. Fique atento: muitos ladrões ganham a vida perambulando em locais cheios de gente à procura deste tipo de situação.

Muitas vítimas acabam compartilhando seus dados com os fraudadores, pois acreditam estar respondendo a uma solicitação do banco emissor do cartão.

Desconfie de erros grosseiros

Os golpistas costumam incluir endereços da Web (URLs) nos e-mails falsos para coletar informações das vítimas. Alguns têm o cuidado de criar endereços bem parecidos com os da empresa que usam como disfarce, mas é possível identificar o golpe pela URL estranha.

Por exemplo: em vez de www.nomedobanco.com.br, o link é www.nomedobanco-sp.com.br. Empresas legítimas também não hospedam seus sites em serviços gratuitos como HpG, Geocities, Lycos, Kit.Net ou Gratisweb.

Portanto, ao receber um e-mail que o direcione para uma página em um desses serviços, desconfie. Normalmente, as empresas possuem seu próprio domínio.

É muito comum encontrar erros grosseiros de português nos e-mails falsos, além de se notar uma formatação estranha no texto, geralmente em formato HTML. Esse é um sinal de que o e-mail provavelmente é falso.

Na hora de pagar, atenção redobrada

Ao efetuar um pagamento em um estabelecimento, procure olhar o que está sendo feito com seu cartão. Preste muita atenção para ver se o funcionário não copia dados de seu plástico ou se vai a um local afastado para efetuar a transação. Nunca deixe seus plásticos como “garantia” nos estabelecimentos. Saiba que em grande parte dos casos, as fraudes acontecem por descuido do próprio cliente.

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