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02/04/2007 - A Tarde Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Justiça investiga acusados de fraude milionária em MG


A 4ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte recebeu denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e instaurou ação penal contra cinco pessoas acusadas de participação em um esquema milionário de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio da conta Beacon Hill Service Corporation, em Nova York. A denúncia do MPF, recebida na última sexta-feira, é um desdobramento das investigações derivadas da Operação Farol da Colina, em agosto de 2004, quando foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão em sete estados do País - São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Pará e Amazonas.

Conforme a Procuradoria da República em Minas, Élcio Antônio Azevedo, Haroldo Bicalho e Silva, Paulo Roberto Grapiúna Lima, Juscélio Nunes Vidal e Aníbal Contreras movimentaram US$ 182,6 milhões por meio de duas subcontas (Lonton e Ridoxx), totalizando 1916 remessas de valores para a Beacon Hill. Esta é a segunda ação penal aberta a partir de acusações formais apresentadas pelo MPF contra supostas organizações que funcionavam em Minas por meio da Beacon Hill. Em julho do ano passado, o alvo foi a subconta Monte Vista Corporation.

O esquema envolvendo as subcontas Lonton e Ridoxx é, no entanto, considerado mais complexo e movimentou um montante oito vezes superior, segundo o MPF. Os procuradores responsáveis pela investigação afirmam que a "quadrilha" atuava em duas frentes: uma nos Estados Unidos, sob a fachada da Beacon Hill, e outra no Brasil, comandada por Élcio Antônio Azevedo, com a colaboração dos doleiros Haroldo Bicalho e Paulo Roberto Grapiúna.

Para a remessa de dinheiro, era utilizada a empresa Sólida Factoring, que atuava como instituição financeira não-autorizada pelos órgãos competentes, de acordo com o MPF. As investigações concluíram que a Sólida Factoring movimentou milionárias quantias efetuando conversão de moedas e remetendo montantes vultosos para o exterior, "via dólar-cabo, e sem qualquer declaração à Receita Federal, nem ao Banco Central".

Segundo o MPF, Contreras foi denunciado na condição de presidente e responsável pela administração da Beacon Hill em Nova York. Vidal é apontado como o gerente da conta no Brasil. Os réus irão responder pelos crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, organização criminosa transnacional e funcionamento irregular de instituição financeira. A assessoria da Justiça Federal em Belo Horizonte informou que o processo irá correr sob sigilo.

Aposentado

Grapiúna demonstrou surpresa com a ação penal. "Não estou sabendo de nada", disse, se negando a fazer qualquer pronunciamento sobre o assunto. "Hoje estou aposentado". Azevedo e Haroldo Bicalho não foram localizados hoje, na capital mineira. A reportagem não conseguiu identificar e entrar em contato com seus advogados. Até o início da noite, Contreras e Vidal ou seus advogados também não haviam sido localizados.

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