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15/03/2010 - O Documento Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

TJ abre sindicância para investigar fraude na distribuição de processos; 2 afastados


O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Silvério Gomes, confirmou na tarde de hoje que determinou o afastamento dos funcionários Mauro Ferreira Filho, ex-coordenador do Departamento de Informática, e Danilo Pereira da Silva, coordenador de Informática do mesmo setor. Silvério também anunciou a abertura de uma sindicância, que será composta por três servidores e durará 30 dias, para apurar indícios de atuação de uma "máfia" dentro do TJ que atuaria no direcionamento na distribuição do sistema eletrônico de processos.

A confusão aconteceu na última quarta-feira. Mauro Ferreira Filho foi flagrado "abrindo" o computador que gerencia o sistema de distribuição. Ele é suspeito de estar tentando instalar um "clone" na máquina para realizar o direcionamento de processos.

José Silvério Gomes detalhou que os computadores violados serão todos encaminhados a Polícia Federal para efetuar perícia. Ele reconheceu que o setor de distribuição de processos é o mais sensível do tribunal.

Para o desembargador, os dois servidores podem ser exonerados após a conclusão da sindicância. Não haverá nenhum problema em cortar na própria pele", afirmou.

José Silvério Gomes evitou relacionar o flagrante de falhas na distribuição com a investigação do Superior Tribunal de Justiça em relação a um "comércio livre" de sentenças dentro do poder em Mato Grosso. Ele também anunciou que, a partir de agora, a distribuição dos processos deixará de ser feita em sistema de rede e passará a ser apenas numa sala com computadores de última geração.

Durante entrevista coletiva, o próprio José Silvério Gomes revelou que já chegou a ser assediado por lobistas para "vender" sentenças. Ele detalhou que chegou a armar o flagrante ao corruptor que acabou não aparecendo por deve ter sido avisado antes.

Dados extra-oficiais apontam o envolvimento de lobistas e parentes de magistrados no esquema de distribuição de processos no Tribunal de Justiça. Cada processo manipulado custaria entre R$ 10 mil e R$ 60 mil.

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