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16/03/2010 - Jornal do Comércio Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Por que a corrupção não diminui?

Por: Ricardo Breier


Há uma coexistência de teorias no campo jurídico, da política, da sociologia, da economia e nas mesas de bares que visam a debater as causas, pessoas envolvidas e consequências deste fenômeno, que não ocorre apenas em nossa sociedade. Recentemente, o Data Folha divulgou resultado da pesquisa Retrato da Ética no Brasil, cujo objetivo principal era o de saber qual a percepção dos brasileiros sobre a corrupção. Os números são preocupantes e reveladores. Cito alguns: 92% disseram que a corrupção está no Congresso e partidos políticos; 88% na presidência e ministérios; 87% nos governos estaduais; 86% nas Assembleias Legislativas.

A compra de produtos piratas, ligações clandestinas de tevê a cabo e a cópia de músicas pela internet também foram citadas. Sabemos que, embora os números sejam desanimadores, devemos empreender todos os esforços para diminuir a corrupção. No final de 2009, o presidente da República encaminhou ao Congresso projeto que converte atos de corrupção praticados por autoridades públicas à categoria de hediondo (apropriação indevida de dinheiro ou bem móvel, em razão do cargo e concussão exigir vantagem indevida). Entre as mudanças está o aumento de pena e início de cumprimento de pena em regime inicial fechado para corruptos e corruptores. Embora meritória, creio que o simples fato de mudança na legislação penal não é suficiente para reduzir o quadro da corrupção, pois o seu DNA está correlacionado com a falta de ética, fator, em minha opinião, que leva as pessoas a condutas identificadas pelo narcisismo, egoísmo e poder. Os países com menores índices de corrupção têm a consciência ética de seus cidadãos como fator inibidor tão eficaz como a própria lei. É nesse ponto que as autoridades e a sociedade devem focar seus esforços.

Há de se trabalhar nas escolas, comunidades e associações as consequências da ausência de ética na vida. Valores e princípios humanos elementares devem pautar todos os segmentos em que estão envolvidas as crianças. Norteá-las para respeitar regras e limites como firmamento da sua integridade moral, bem como seus benefícios terão um caráter preventivo e farão ressurgir a esperança de diminuir os índices de corrupção, pois tão somente medidas repressivas serão inócuas.

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