Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

31/03/2007 - Gazeta do Sul Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Preso bando que lavava dinheiro

Por: Ricardo Düren


Mais de 700 policiais federais, inclusive da delegacia de Santa Cruz do Sul, participaram nesta sexta-feira de uma mega-operação de combate a uma quadrilha especializada em lavagem de dinheiro. Só no Estado, 20 pessoas foram presas. A suspeita é que o grupo tenha movimentado ilegalmente R$ 5 bilhões em dez anos.

A operação foi chamada de Ouro Verde, em alusão à cor do dólar, moeda muito empregada nas transações ilícitas. A ação ocorreu nos três estados do Sul e São Paulo. No Rio Grande do Sul, 310 agentes cumpriram 55 mandados de busca em Porto Alegre, Novo Hamburgo, Gravataí, Caxias do Sul, Santa Cruz e São Marcos. Os mandados de prisão foram cumpridos na Capital, em Caxias, Novo Hamburgo e Capão da Canoa. Dentre os presos estão membros da quadrilha e empresários que utilizavam o serviço do bando.

Conforme o superintendente da Polícia Federal, delegado José Francisco Mallmann, dentre os fregueses do esquema estariam empresários do ramo de importação e exportação. Basicamente, a quadrilha enviava clandestinamente remessas de dinheiro para fora do País, especialmente para Uruguai, Estados Unidos, Suíça e China. Parte do esquema envolvia a compra de produtos importados, declarando-se apenas a metade do valor pago.

De acordo com o delegado de Crimes Financeiros, Alexandre Isbarrola, também ocorriam envios de dinheiro em espécie, dentro de maletas ou junto ao corpo dos criminosos. “Eram empregadas espécies de perneiras, que fixavam as cédulas na perna dos envolvidos durante os deslocamentos”, explicou. Trocas de real por dólar seriam feitas em estacionamentos, onde malotes era passados de um carro para outro.

BANCO – Isbarrola revelou que a quadrilha mantinha uma espécie de banco clandestino, que dispunha até de homebanking, para que os clientes verificassem movimentações via internet. José Mallmann também informou que a financeira Portocred estaria sendo utilizada no esquema para reintroduzir valores frios no sistema financeiro. Ressaltou, no entanto, que os clientes da empresa podem ficar tranqüilos e que ela continuará operando. A princípio, a fraude envolveria proprietários da firma, mas não implicaria diretamente nas transações de rotina da empresa, considerada legal e regular.

Na Capital, 50 agentes verificaram documentos na agência da Portocred. Já em Santa Cruz, policiais da delegacia da PF também estiveram na agência da financeira. Conforme o delegado José Gilberto Canabarro, foram recolhidos documentos e dois computadores. Ele informou que na cidade não houve prisões, tampouco cumprimentos de mandados em outras empresas. A gerência local da Portocred comunicou que está operando normalmente e que a citação nas investigações “não afetará as relações com os clientes”.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 803 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal