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09/03/2010 - Portal Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ex-presidente do Goiás é suspeito de fraude de R$ 20 milhões


Raimundo Queiroz, presidente do Goiás entre 2003 e 2006, deve ser indiciado junto a pelo menos mais quatro pessoas por uma série de fraudes que teriam causado um prejuízo de R$ 20 milhões aos cofres do clube, segundo afirmou nesta segunda-feira o delegado Manoel Borges, titular do 8º DP de Goiânia. As investigações começaram em dezembro, quando o atual presidente, Syd de Oliveira Reis, entregou o resultado de uma auditoria nas contas que teriam apontado o rombo.

O prejuízo milionário ocorreu após diversos empréstimos com juros acima do mercado, uso irregular do cartão corporativo, vendas irregulares de jogadores, dívidas com empresas fantasmas, entre outras suspeitas de fraudes. Só no cartão corporativo, Queiroz teria gastado mais de R$ 500 mil sem conseguir depois justificar a despesa com notas fiscais.

Entre as irregularidades apontadas pela auditoria estão contratos com jogadores que não eram registrados oficialmente no clube, além da liberação de atletas de forma prejudicial aos cofres. O delegado diz que os empréstimos eram feitos a juros de até 4% por mês e que, inicialmente, esses juros eram bem maiores. "Teve um caso em que o ex-presidente era o credor e devedor de uma dívida de R$ 400 mil. Uma empresa dele tinha crédito com o clube que ele dirigia".

Syd de Oliveira Reis disse que procurou a polícia por exigência do conselho deliberativo, e que a auditoria feita por uma empresa multinacional aconteceu também a pedido do conselho após as contas de Queiroz terem sido rejeitadas. "O conselho detectou alguns problemas e pediu a auditoria, que constatou esse desajuste nas contas. Então, o mesmo conselho decidiu por encaminhar isso à polícia", afirmou.

Além de Queiroz, Adilson Antônio Vilarinho Braga, Antônio Fernando Guardiano Mundim, Silvio de Oliveira e Renato Padilha Pereira devem responder pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, agiotagem, lavagem de dinheiro, crime contra a ordem tributária e formação de quadrilha.

"Outras pessoas devem estar envolvidas nisso, as investigações ainda estão em fase preliminares e tudo indica que teremos mais nomes aparecendo", disse o delegado.

Amanhã, Borges vai tomar o depoimento do presidente do Goiás. Depois, serão ouvidos todos os dirigentes. Raimundo Queiroz deve ser ouvido por carta precatória, já que atualmente é diretor de futebol do Santa Cruz, em Recife (PE).

Para Manoel Borges, as provas até agora levantadas são bastante consistentes e apontam para a existência da fraude. "E dentro do ponto de vista jurídico, dá para dizer que essa fraude foi feita por uma quadrilha", disse.

Por telefone, Raimundo Queiroz disse não ter conhecimento das investigações feitas pela Polícia Civil, e que pedirá a seu advogado em Goiânia que apure a situação. Sobre a auditoria, disse que nada foi provado e nenhuma irrregularidade foi encontrada.

"Antes do atual presidente, teve um outro e não houve nenhuma acusação. Com certeza isso é perseguição política e uma forma de tentar justificar alguma dívida (do clube). Eu estou tranqüilo, não houve nenhum problema durante minha gestão", afirmou Queiroz.

O ex-presidente disse que todas as contas da sua administração foram deixadas em dia e que os balancetes provam isso. Para o dirigente do Goiás Edmo Pinheiro, só com a alteração do estatuto do clube este tipo de situação deixará de ocorrer.

"O que aconteceu foi muito grave. Forjaram documentos de venda de jogador, como o caso do Wellington. Criaram até um documento, forjando uma assinatura do Geninho (técnico do Goiás na época). Espero que a Justiça apure, encontre os responsáveis e o clube seja ressarcido".

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