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03/03/2010 - Diário da Amazônia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude na prefeitura: Secretário e procurador falam do caso na Câmara

Por: J. Nogueira


O servidor municipal Christian Menezes usou um filho, menor de idade, para receber supostamente dinheiro da fraude praticada pela prima, Thaís dos Santos D’Ávila, contra os cofres públicos, através de folha paralela. A afirmativa foi dada pelo Procurador Geral do Município (PGM), Armando Reigota Filho, durante esclarecimentos feitos na manhã de ontem na sessão do legislativo jiparanaense. Também esteve presente à sessão, a convite dos vereadores, o secretário de Finanças, Washington Roberto do Nascimento.

Em seu pronunciamento, o secretário Washington Roberto afirmou que o caso Thaís D’Ávila chocou todos os servidores e, principalmente, a sociedade jiparanaense que exige o esclarecimento total do crime praticado pela servidora e outros acusados de envolvimentos. Ele lembrou também que a fraude foi descoberta pela própria administração pública e, tão logo tomou conhecimento do fato, o prefeito José Bianco (DEM) determinou que fossem tomadas as providências cabíveis. “Não há qualquer participação de servidor do primeiro escalão neste crime”, garantiu Washington Roberto.

Conta do próprio filho

Já o Procurador Geral do Município (PGM), Armando Reigota Filho, que também preside a sindicância do caso Thaís D’Ávila, procurou esclarecer todos os pontos aos vereadores e o público que acompanhava a sessão. Ele afirmou que a primeira providência foi de solicitar a ajudar ao Tribunal de Contas do Estado (TCE/RO) e ao Ministério Público Estadual (MPE).

Reigota relatou ainda que já está em Ji-Paraná uma empresa realizando uma total auditoria fazendo um levantamento geral da situação. O Procurador não descartou uma participação, mesmo que indireta, da agência bancária na fraude praticada contra o patrimônio municipal de Ji-Paraná.

Contas fora do Estado

Até o momento, de acordo com o Procurador, já foram constatadas seis contas que recebiam o dinheiro fraudulento praticada pela servidora Thaís D’Ávila, sendo um deles na cidade de Jaru (RO) e outro em Mogi Guaçu (SP). Para Armando Reigota, ainda é pré-maturo afirma na participação da empresa responsável pelo sistema, mas, com certeza, o serviço executado por ela deixou de ser confiável. Sobre Jorge Nishimoto, Reigota afirma que o mesmo sempre se apresentava como sócio da empresa, mas que no contrato com o Executivo Municipal não existe a sua assinatura. Ele está foragido.

Usou o próprio filho, mãe chora

Das prisões preventivas deferidas pela Justiça, a que mais chamou até agora, além de Thaís D’Ávila e outros acusados, foi a do também servidor do município, Christian Menezes. Ele é acusado de ter usado um filho menor de idade e aberto uma conta bancária em nome do adolescente, além de pegar uma procuração para ficar movimentando as transações bancárias, bem como receber o dinheiro oriundo da fraude praticado em folha paralela.

A descoberta somente foi feita, segundo Armando Reigota, devido a conta em nome do menor que logo ficou esclarecido ser filho do servidor. Em decorrência da conta, conforme disse, foi expedida a ordem de apreensão do menor. Ao tomar conhecimento dos fatos, a mãe foi até a Procuradoria Geral do Município (PGM) e, chorando, afirmou que seu filho é inocente, tendo sido usado pelo próprio pai. “Ele justificou a abertura da conta, afirmando que estava com problemas para receber o salário da prefeitura. Depois, pediu que o garoto assinasse uma procuração para que ele mesmo movimentasse da maneira que quisesse”, teria declarado em depoimento a mãe do adolescente.

Armando Reigota finalizou dizendo que Thaís D’Ávila já foi denunciada pelo Ministério Público (MPE) passando a condição de indiciada para ré. Ele também lembrou que os valores pagos pelos serviços prestados pela a empresa que administra o sistema da prefeitura estão suspensos até o fim das investigações.

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