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02/03/2010 - Correio Popular RO Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Auditoria já investiga a fraude


O Secretário Municipal de Fazenda, Washington Roberto e o Procurador Geral do Município, Armando Reigota Filho, prestaram informações ao Poder Legislativo Municipal, na manhã desta terça-feira (2), a respeito do desvio de recursos da Prefeitura de Ji-Paraná. A fraude cometida por meio do sistema de folha de pagamento que era fornecido pela Empresa Pública Serviços LTDA pode ter chegado a R$ 1,5 milhão.
Washington Roberto e Armando Reigota disseram não ter como estimar os valores que foram desviados, mas afirmaram que foi contratada uma auditoria independente que está investigando e apurando mais informações sobre o caso.
O procurador esclareceu que os indícios apontam para uma possível formação de quadrilha composta por alguns familiares da servidora Thais D`Ávilla que era a responsável em inserir os dados dos funcionários no softwaere da folha de pagamento e de familiares do amásio de Thais, Jorge Keichi Nishitomo, que se apresentava como proprietário da Empresa. Até o momento, conforme Armando Reigota Filho, já foram decretadas seis prisões preventivas e a prisão de Tahais D`Avilla. “As investigações estão caminhando com o zelo que a situação requer, inclusive com seis pedidos de prisão preventiva e seqüestro de bens de pessoas envolvidas. Entretanto, há informações sigilosas que ainda não devem ser divulgadas”, ressalvou.
Outra situação inquirida pelos vereadores é quanto às responsabilidades do Banco do Brasil que não detectou a fraude. “Como foi possível o banco fazer a transferência de valores para contas, onde os dados pessoais dos clientes eram dúbios?”, questionou Marcos Rogério.

INFORMAÇÕES MAIS CLARAS - Washington Roberto disse que devido à gravidade do caso, o Banco do Brasil deveria contribuir prestando informações mais claras sobre como o dinheiro foi depositado nessas contas bancárias, mas a resposta do Banco do Brasil sobre essas situações esbarra no sigilo bancário. “Infelizmente é uma pena”, lastimou.
Secretário e Procurador expuseram ainda que o esquema montado era difícil de ser detectado, pelo fato de os envolvidos tomarem o cuidado de utilizar nomes de servidores que possuem dois contratos com a prefeitura, a exemplo de médicos e professores. Além disso, os valores da folha de pagamento nunca ultrapassavam um percentual contábil aceitável.
“Devido ao pagamento de horas extras, gratificações e outros benefícios aos servidores, os recursos para folha de pagamento oscila de uma mês para o outro dentro de um percentual. Esse percentual nunca chegou a número que levasse a prefeitura a desconfiar”, esclareceu o procurador, ressaltando que a folha de pagamento nunca atingiu percentuais próximos aos que são previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal. “A Thais tinha todo esse cuidado”, argumentou.
Washington e Reigota foram enfáticos em afirmar que o caso está recebendo total atenção do Tribunal de Contas, Sindicância Interna, Auditoria Independente e Poder Legislativo. “O que nós buscamos é a transparência dos fatos e a punição das pessoas envolvidas. Quanto aos recursos desviados, já foram pedidos bloqueio e seqüestro de bens dos envolvidos, agora teremos que aguardar o desenrolar dos fatos”, finalizou Armando Reigota.

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