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26/03/2007 - Bom Dia Sorocaba Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fuja dos golpes por telefone!

Por: Aline Pagnan


Os casos de golpes por telefone se multiplicam no Estado de São Paulo. Só o falso seqüestro já atingiu pelo menos 3 mil pessoas apenas nos primeiros 45 dias do ano. Porém, a polícia não tem estatísticas concretas deste tipo de crime, que prefere chamar de extorção por telefone ou tentativa de estelionato.

Contra esse e outros crimes, a polícia orienta a população para evitar novas vítimas. Segundo o delegado Fábio Pinheiro Lopes, titular da Delegacia de Estelionatos do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado), os primeiros registros desse tipo de crime ocorreram em 2004. “Os mais conhecidos são o falso seqüestro e o falso prêmio”, comenta.

O falso seqüestro é conhecido pelo uso do telefone, geralmente após as 22h. Na maioria dos casos, a ligação é a cobrar. Do outro lado da linha, uma voz diz ter seqüestrado o filho ou parente próximo da pessoa e pede o resgate. “O golpe é aplicado também na forma de acidente. O bandido finge ser da polícia ou do Corpo de Bombeiros e pergunta algumas informações dizendo que o parente daquela pessoa se acidentou e depois anuncia o falso seqüestro e pede resgate”, conta Lopes.

No segundo caso, no golpe do falso prêmio, o bandido se passa por um funcionário de uma operadora de telefonia celular, promete prêmios à vítima caso ela compre uma quantia em créditos para celular para um determinado número. Muitas vezes, só se percebe tarde demais que se trata de golpe.

Segundo especialistas, a informação é a melhor arma para combater esse crime. A pessoa não deve se amedrontar diante das ameaças. É aconselhável que a família troque mais informações entre si, de forma que uns saibam sempre onde estão os outros, seus horários e como localizá-los com rapidez.

O delegado da Divisão Anti-Seqüestro da Polícia Civil do Estado São Paulo, Wagner Giudice, alerta que o bandido quer pouco dinheiro rapidamente – seja em depósito, em crédito de celular ou entrega para cúmplices – e retém a vítima por bastante tempo para tê-la sob domínio.

“Em seqüestro normal, o criminoso não demora ao telefone com medo de ser rastreado”, diz Giudice.

O crime
Segundo a polícia, o golpista escolhe aleatoriamente o número do telefone em 80% dos casos. “Se, de cem ligações, uma der resultado já é lucro”, avalia.

Por isso é preciso ficar atento às formas como o criminoso obtém os dados do suposto seqüestrado, já que ele não conhece o nome de ninguém naquele local e procura obter essa informação questionando quem atende o telefone.

Segundo o delegado, a melhor forma de evitar o golpe é observar se a ligação a cobrar procede do Estado do Rio de Janeiro (código de área 21) e também se o sotaque de quem fala é de carioca. “Muitas das ligações vêm do Rio, geralmente da penitenciária no bairro de Bangu”, afirma.

Nos golpes em que são conhecidos os nomes da pessoa supostamente seqüestrada e de alguém da casa onde está o telefone, o bandido obtém a informação geralmente por meio da agenda de um celular roubado. Giudice recomenda que, nas agendas, não sejam citados os vínculos mantidos com os nomes incluídos – irmão, pai, mãe, esposa, filho, namorado, etc. “É tudo o que o bandido quer, pois esses dados dão veracidade às suas ameaças”, explica.

Ações criminosas evoluem

Há sete anos na área, Giudice observa que o falso seqüestro é a terceira geração de um crime que começou há três anos, como o golpe do cartão. O bandido ligava para uma empresa e ameaçava incendiar, metralhar ou jogar bomba no local se o proprietário não comprasse um cartão de celular com crédito para determinado número. Segundo a polícia, na fase seguinte, o golpe passou a ser aplicado em residências e pequenos comércios, com a mesma ameaça.

O anúncio por telefone do falso seqüestro de um parente ganhou “efeitos especiais”. Durante a ligação, o próprio farsante imita ou coloca na linha uma outra pessoa gritando ou chorando, para simular o desespero do suposto refém.

A voz – muitas vezes as quadrilhas usam gravações – some rapidamente, sem dar tempo para que o parente tente trocar algumas palavras, o que aumentaria o risco de a farsa ser descoberta. Em seguida, o bandido começa com as ameaças.

Vítimas

Uma mulher morreu no dia 1º após ser vítima do golpe do falso seqüestro. A aposentada, Rosalina Régis, 70 anos, morava em Americana, a 128 km de São Paulo. Ela teve um princípio de infarto, chegou a ser internada, mas não resistiu. É o segundo caso de morte com vítimas do golpe em São Paulo desde o início do ano.

No dia 12 de fevereiro, outra aposentada, Mércia Mendes de Barros, 67 anos, sofreu um infarto e morreu após receber um telefonema em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. O autor do trote dizia que havia seqüestrado um dos filhos da aposentada, que tinha problemas cardíacos.

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