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26/03/2007 - DCI Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Expansão do cartão com chip ocorre este ano, dizem bancos

Por: Vanessa Correia


Os cartões com chip finalmente começam a demonstrar sinais de que irão decolar no Brasil. Emissores como Bradesco, Banco do Brasil, e ABN Amro Real e bandeiras como a Visa estão animados com a troca da base.
Eduardo Chedid, vice-presidente de Produtos da Visa Brasil, afirma que em 2006, a bandeira emitiu entre 10 milhões e 11 milhões de plásticos com chip, sendo que a base total é de 35 milhões de cartões de crédito e 102 milhões de débito. Segundo o executivo, ainda há um estoque de 9 milhões de cartões já em poder dos emissores que precisam entrar em circulação. “Nos últimos três anos, conseguimos dobrar a base de cartões utilizando a tecnologia e em 2007 não será diferente”, afirma.
Já em número de transações, a média de crescimento nos últimos três anos é de 137% e em volume transacionado, o avanço é próximo a 171%, no mesmo período de comparação.
Ele explica que em 1996 o custo do cartão com chip era de US$ 11. Em 2006, esse montante caiu para US$ 1 se o plástico for de uma única aplicação. “Os cartões com chip são mais caros — muito embora esse gasto tenha caído nos últimos tempos. Mas o retorno conseguido através da tecnologia está implícito na redução de fraudes, durabilidade, lealdade do cliente e capacidade de multiaplicações”, destaca Chedid.
Para José Renato Simão Borges, diretor da Bradesco Cartões, a instituição deverá substituir a base total até o final deste ano. “Atualmente, temos cerca de 13 milhões de cartões de crédito e 40 milhões entre débito puro e com ambas as funções. Desse montante, cerca de 6 milhões já têm chip”.
O Bradesco está realizando um amplo trabalho de comunicação com os clientes para a substituição desses plásticos. “Estamos fazendo uma troca chamada de substituição por ondas, ou seja, levamos em conta o perfil de uso e do portador”, diz o executivo.
Ao contrário do Bradesco, o Banco do Brasil pretende realizar a substituição da atual base de cartões do Banco do Brasil para plásticos com chip de forma gradual. “Estamos aproveitando o vencimento dos cartões, pedidos de 2º via e, em alguns casos, enviamos automaticamente o produto para nossos clientes”, diz o gerente executivo de Cartões do Banco do Brasil, Alexandre Abreu.
Atualmente, a base aproximada de cartões do Banco do Brasil é de 13 milhões. Desses, cerca de 3 milhões já possuem chip. “Queremos chegar ao final deste ano com uma base de 10 milhões de plásticos com chip”, afirma o executivo. Ele completa que a substituição total da base deverá ser finalizada até o ano que vem.
No caso do ABN Amro Real, a empresa já possuía uma base de 2,58 milhões de cartões — incluindo Banco Real e Sudameris — em fevereiro deste ano. Deste montante, 35% ou 903 milhões, já estava com chip. O crescimento da base de cartões com chip de junho de 2006 a fevereiro deste ano foi da ordem de 137%. A instituição espera avançar, aproximadamente, 80% até o fim do ano.
Segurança
Para Abreu, não há resistência por parte dos portadores em aceitar a tecnologia porque eles entendem que é uma questão de segurança. “O cartão de débito também contribui para a aceitação do cartão de chip já que exige senha, assim como o plástico com a tecnologia”, destaca o executivo do Banco do Brasil.
Os chips escolhidos pelo banco estatal também são de ponta e permitem o armazenamento de uma série de processos. “Os benefícios e serviços que serão agregados graças às informações coletadas no chip dependerá de cada emissor”, afirma o executivo.
O executivo da Bradesco Cartões destaca que um dos principais componentes alavancadores para a utilização da tecnologia é segurança. “Sabemos que nos países onde houve migração maciça para a tecnologia, o número de fraudes reduziu drasticamente”, diz.
Outros dois pontos que influenciam as instituições financeiras a utilizar chips nos cartões são redução de custos e possibilidade de utilização para outros serviços. “Acreditamos que um chip de ponta permite transações off line, saques, programas de fidelização, observação do comportamento do cliente, certificação digital, entre outros. Conforme ocorra a expansão dos usuários e da rede de aceitação, iniciaremos a oferta de produtos”.
Segundo o executivo, a demora na implantação da tecnologia demorou devido a dois fatores: custos e investimentos. “Demora até que você desenvolva a tecnologia e tenha escala. Além disso, tivemos que investir também na rede de aceitação. Não adianta você oferecer um produto aos clientes que não será aceito em todos os estabelecimentos”, explica Borges. Ele completa que, atualmente, cerca de 90% da rede aceita cartões com chip.

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