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23/02/2010 - AFP Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Itália vive novo escândalo de corrupção


ROMA — Un novo escândalo de corrupção - uma fraude fiscal estimada em 365 milhões de euros (495 milhões de dólares) - envolvendo a máfia, explodiu na Itália com a detenção, nesta terça-feira, de 56 pessoas em vários países da Europa, entre elas um senador conservador italiano e diretores de importantes sociedades de telecomunicações.

O tribunal de Roma ordenou a prisão de nove pessoas no Reino Unido; 5 na Suíça; 3 nos Estados Unidos, 1 no Panamá, além do senador Nicola Di Girolamo, do partido Povo da Liberdade (PDL), o mesmo de Silvio Berlusconi, afetado também pelo recente escândalo por corrupção no serviço de Defesa Civil, dirigido por um dos assessores mais próximos do chefe de governo.

Entre os envolvidos figura Silvio Scaglia, fundador do grupo de telecomunicações Fastweb e possuidor da décima terceira fortuna da Itália, segundo a lista da revista americana Forbes.

Scaglia, que está no exterior, disse em comunicado oficial que nada tem a ver com esses fatos, colocando-se à disposição para esclarecer sua situação com a justiça.

Magistrados romanos solicitaram a custódia judicial das duas empresas envolvidas, Telecom Italia Sparkle, filial da Telecom Italia e da Fastweb, que tem como maior acionista o operador suíço Swisscom, com 82%.

"Expedimos 56 ordens de detenção", anunciou à imprensa o magistrado encarregado da investigação, Giancarlo Capaldo.

Todas as pessoas foram acusadas de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, através de um complexo sistema de fraude fiscal.

Os dois grupos de telecomunicações Fastweb e Telecom Italia Sparkle (filial da Telecom Itália), através de um complicado jogo de escrituras contábeis, faturaram no total 1,8 bilhões de euros (2,44 bilhões de dólares) em serviços nunca efetuados a sociedades estrangeiras amigas, evadindo o fisco, explicou o magistrado.

Fastweb, que viu sua ação na Bolsa de Valores perder 5%, hoje, informou em comunicado que se considera parte lesada, mas confirmou que o atual administrador, Stefano Parisi, e outros dois diretores, estão sendo investigados.

A justiça italiana também pediu o sequestro de numerosos bens do grupo na Itália e no exterior avaliados em milhões de euros.

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