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21/03/2007 - O Estado de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Recife é maior consumidor de piratas no Brasil, diz pesquisa

Por: Angela Lacerda


RECIFE - Recife é a capital que mais consome produtos piratas, se comparada a São Paulo, Rio e Belo Horizonte. O mercado da pirataria representa R$ 352 milhões e envolve uma perda de arrecadação de R$ 140 milhões na capital. A conclusão é de pesquisa da Câmara do Comércio dos Estados Unidos, realizada pelo Ibope e divulgada nesta quarta-feira, 21, no Seminário Pernambucano contra a Pirataria, na sede da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe).

Os índices de consumo são muito elevados e estão presentes em todas as classes sociais, inclusive nas mais abastadas, o que indica que a pirataria já faz parte do hábito do consumidor. Dos 511 entrevistados recifenses, 89% afirmaram que compram com freqüência, às vezes, ou já compraram produtos clandestinos. Destes, 69% afirmaram que irão continuar comprando, mesmo conscientes de que a prática significa sonegação de impostos e redução da capacidade do governo em investir em setores fundamentais como saúde e educação.

Os jovens - idade entre 16 e 24 anos - são os maiores consumidores. O preço mais baixo dos produtos falsificados é o principal motivo do forte consumo. Em comparação com pesquisas semelhantes já realizadas nas três maiores cidades brasileiras (Rio, São Paulo e Belo Horizonte), onde três em cada 10 entrevistados declararam nunca ter comprado produtos piratas, no Recife apenas dois em dez nunca os adquiriram.

Enquanto seis pessoas em cada dez afirmaram comprar de ambulantes e lojas de comércio informal no Recife, nas outras capitais, este número ficou em torno de quatro em cada dez. Os produtos falsificados mais comprados foram brinquedos, tênis e roupas. Neste último item, 60% dos jovens entrevistados afirmaram comprar roupas falsificadas, contra cerca de 30% no Sudeste.

Organização do ´crime do século´

A representante da Câmara de Comércio dos Estados Unidos, Solange Mata Machado, elaboradora da pesquisa, frisou que a pirataria é atualmente o crime mais lucrativo do mundo e movimenta anualmente entre US$ 500 e US$ 600 bilhões, o que supera o tráfico de entorpecentes - estimado em US$ 360 bilhões. A Interpol define a pirataria como "o crime do século".

Segundo ela, a visão romântica de que a pirataria dá emprego e promove inclusão social é ilusória. O crime organizado, o tráfico de armas e munições, a lavagem de dinheiro e o trabalho escravo estão por trás da pirataria em todo o mundo. "O consumidor desconhece que o dinheiro gasto na bolsa comprada na esquina é o mesmo dinheiro que vai financiar armas e tornar seu filho vulnerável na escola, por exemplo", alertou.

Para o diretor de comunicação da Associação Nacional para Garantia dos Direitos Intelectuais (Angardi), Ronald Schaffer, "é preciso tomar providências antes que a pirataria acabe de vez com a atividade econômica formal". No País este mercado já representa R$ 46,4 bilhões. "O mal já está feito, já estamos no prejuízo, seja na perda de arrecadação de impostos (R$ 18,6 bilhões no Brasil), na geração de emprego, na perda de incentivo à atividade econômica diante da concorrência desleal", afirmou.

Todas as entidades presentes ao seminário apontaram a educação e conscientização da população - inclusive dos malefícios à saúde com produtos sem garantia de qualidade -, aliada à repressão à pirataria, como o caminho para o combate à prática. O secretário executivo do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, órgão vinculado ao Ministério da Justiça, André Barcellos, destacou ser viável uma mudança de hábito através de campanhas nacionais, desde que todos os setores - governos, iniciativa privada e sociedade civil - estejam unidos. Ele exemplificou com o cinto de segurança que há 15 anos não fazia parte da rotina dos motoristas. "Repressão e conscientização funcionaram".

O vice-presidente da Fiepe, Felipe Coelho, defendeu também medidas governamentais que estimulem o informal ou o pirata a irem para a legalidade, através de menor carga tributária, definição de um marco regulatório e desburocratização. "Para se abrir uma empresa, mesmo micro, leva-se 152 dias", observou. Segundo ele, a problemática da pirataria será encaminhada à Confederação Nacional da Indústria (CNI) para a mobilização do setor em todo o país visando a campanhas educativas.

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