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22/03/2007 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quadrilha já lavou R$ 40 milhões em uma semana


A Polícia Federal informou que a quadrilha presa na manhã desta quinta-feira (22) acusada de tráfico de drogas lavava o dinheiro em postos de gasolina do Rio de Janeiro e indústrias petroquímicas de São Paulo. "Só para se ter idéia, em uma semana, eles chegaram a lavar R$ 40 milhões", comentou o coordenador regional da operação, Delegado Victor Cesar Carvalho dos Santos, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes do Rio de Janeiro.

De acordo com a polícia, os 42 imóveis que a quadrilha tinha só no estado do Rio de Janeiro foram tomados pela Justiça. As 92 contas bancárias, utilizadas pela quadrilha para lavar o dinheiro, também foram confiscadas. Em Miami, o grupo teria 30 apartamentos, segundo as investigações policiais.

O colombiano Alexander Pareja Garcia, o "Alex", chefe do grupo, começou a lavagem de dinheiro há pelo menos 5 anos, quando comprou a petroquímica Delft, com sede em São Paulo. Preso desde setembro do ano passado, ele aguarda extradição solicitada pela Justiça uruguaia.

Desde a prisão do chefe da quadrilha, os negócios vinham sendo conduzidos pela sua esposa, identificada apenas como Yasmin, que foi presa nesta quinta em Brasília. O casal morava no condomínio Malibu, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, onde a irmã de Alex, Lice Pareja, foi detida nesta quinta. Os policiais também apreenderam documentos, memórias de computador e objetos de valor no apartamento.

Como era o esquema

O esquema contava com a participação de doleiros e "laranjas" brasileiros. A polícia ainda não divulgou a identificação dos presos no Rio de Janeiro. O capital declarado em território brasileiro era a base financeira para trazer a cocaína do Cartel do Vale do Norte, na Colômbia. A droga ia para a cidade de Montevidéu, no Uruguai, onde era "exportada" pela bacia Platina. Daí a operação ser denominada Platina.

A cocaína era levada para os EUA e a Espanha. O responsável pela distribuição na Europa era o irmão da mulher de Alex, Henry Alejandro Rodrigues Galego, que já está preso na Espanha aguardando extradição para o Uruguai.

O delegado Júlio César Bortolato, chefe de Operações da Divisão de Repressão a Entorpecentes de Brasília, e coordenador nacional da ação, disse que vai solicitar a extradição de Galego para o Brasil.

No total, quatro integrantes da quadrilha que já estavam presos tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça brasileira. Nesta quinta, só foram cumpridos até o momento nove mandados de prisão temporária. Sendo seis no Rio de Janeiro, um em Brasília, e dois em São Paulo. Um brasileiro está foragido, e o colombiano Jon Jairo Quintero Cruz, com a prisão temporária decretada, está sendo procurado pela polícia colombiana.

A operação

Policiais cumpriram 40 mandados de busca e apreensão. Foram efetuadas buscas de documentos, objetos de valor e computadores em 11 residências. Sete na cidade do Rio, uma em Búzios (Região dos Lagos do Rio), uma em Barra Mansa (Sul Fluminense), e duas em São Paulo. Dois escritórios da quadrilha no Rio também foram vasculhados.

Os oito postos de gasolina da quadrilha foram interditados e tiveram documentação apreendida. As bombas foram lacradas por funcionários da Agência Nacional de Petróleo. Amostras de combustível foram recolhidas para checar se eram adulteradas.

Duas outras filiais da petroquímica Delft foram também interditadas. Uma em Rondonópolis, em Mato Grosso, e uma em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Outras três indústrias de derivados de petróleo da quadrilha também foram alvo da apreensão policial: em Campinas, em Itaquaquecetuba, ambas em São Paulo, e outra em Volta Redonda, no Rio.

Investigações

As investigações se iniciaram há dois anos, de acordo com o delegado Bortolato, com a prisão do grego Angelis Vougaris Angelopoulous com 120 mil euros na Inglaterra. A polícia inglesa identificou a atuação de Angelis na organização criminosa liderada no Rio de Janeiro por Alex Pareja, o que levou a PF a iniciar as investigações.

Os primeiros resultados apareceram no final de 2005, quando foram apreendidas 330 kg de cocaína em um barco pesqueiro, numa ação conjunta da PF com a Polícia do Uruguai. Vinte e quatro pessoas foram presas, incluindo o braço-direito de Alex. Um carregamento de 4,2 toneladas de cocaína também foi apreendido nas Ilhas Canárias no final de 2005.

Apesar da ação desta quinta, a PF ainda não encerrou as investigações. Os policiais esperam que os depoimentos dos presos e o material apreendido sejam úteis. "Outras pessoas poderão ser identificadas com o material recolhido e as prisões de hoje (22)", explicou o delegado Júlio César Bortolato.

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