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17/02/2010 - Jornal de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

"Natividade pediu-me para fabricar euros falsos"

Por: Alexandra Lopes

Testemunha colaborou com "Espalha-brasas" por estar em dificuldades.

Maria da Natividade, de 66 anos, conhecida por "Espalha-brasas", alegada líder de uma rede dedicada a vários crimes, optou, ontem, no início do julgamento, por não prestar declarações. Outra arguida confessou ter acordado com ela fotocopiar notas de euro.

M.F. admitiu ao colectivo de juízes do Tribunal de Vila Nova de Famalicão que, na sua habitação, foram fotocopiadas notas de euros. Segundo contou ao tribunal, Natividade teria uma "encomenda" de euros para fazer e terá proposto o "negócio" à arguida, cuja filha de 18 anos e o marido também são arguidos no processo.

"Falou-se num milhão de euros mas não posso concretizar porque já não tenho presente qual era o valor exacto", adiantou M.F., explicando que explorava um café e Maria Natividade era sua cliente. Acrescentou, ainda, que quando ouviu rumores que ela teria falecido foi a sua casa para aferir da veracidade do facto. Aí, verificou que havia falecido a mãe de Natividade tendo sido então que lhe contou que tinha o filho e o marido doentes.

Foi nessa altura, segundo a arguida, que "Espalha-brasas" a terá convidado para ser sua motorista a troco de compras para casa. "Metia gasóleo na minha carrinha e no fim do dia dava-me 10 ou 15 euros", recordou. De resto, ao que indicou ao tribunal, foi nesse contexto que lhe foi proposto "fabricar euros falsos", ao que anuiu por se encontrar em situação económica difícil. "Estava desesperada", afirmou.

"A vida estava bastante complicada e arrisquei", declarou a arguida, que afirmou estar "arrependida" e contou que o marido e Natividade, numa noite, fotocopiaram 20 mil euros falsos. Explicou, ainda, que "a partir de Janeiro" tentou "andar o menos possível" com a alegada líder da rede, uma vez que terá sido "avisada por um amigo" que ela estaria a ser investigada. Não obstante, contou que as notas falsas que haviam sido feitas em sua casa ainda lá estavam aquando das buscas, porque Natividade não as tinha ido buscar. O marido de M.F. preferiu não prestar declarações, alegando não estar em condições uma vez que estaria sob efeito de medicação por ter problema psíquicos desde há cerca de três anos.

O processo envolve um total de 26 arguidos e o rol de crimes estende-se até à associação criminosa, tráfico de droga, contrafacção e passagem de moeda falsa, burla qualificada na forma tentada e falsificação de documentos. A alegada rede foi desmantelada pela GNR de Santo Tirso, em Março do ano passado. Desde então, Maria da Natividade, o filho e mais dois acusados encontram-se em prisão preventiva.

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