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11/02/2010 - Primeira Edição Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Vítimas de fraude no DPVAT depõem e negam envolvimento

Por: Lídia Lemos


Quatro das pelo menos dez vítimas do esquema fraudulento do DPVAT (Danos pessoais causados por veículos automotores de vias terrestres) foram ouvidas nesta manhã pelo desembargador Washington Luís no Tribunal de Justiça de Alagoas. Dez pessoas, entre elas seis advogados, foram presas acusadas de integrarem à quadrilha que burlou a Justiça e lucrou cerca de R$ 130 mil com indenizações do seguro, de acordo com informações da Polícia Civil de Alagoas.

Duas vítimas, Maria Eulina de Souza e José Paulo dos Santos - ambas de Sergipe -, foram apresentadas à imprensa alagoana, na tarde desta quinta-feira (11), na sede da Defesa Social e negaram ter qualquer tipo de envolvimento com a quadrilha e na fraude.

A aposentada contou que há cerca de nove meses recebeu a 'visita' de um advogado (que não sabe o nome) na sua residência. Ele se oferecia para encaixá-la no DPVAT para receber o seguro por invalidez. A senhora veementemente negou que tenha aceitado participar da armação. "Eu disse que não queria nada disso não. Meu marido inclusive falou assim: ela perdeu a perna por conta da diabetes, não em acidente", relatou a senhora. No caso da aposentada a quadrilha lucrou R$ 7 mil de indenização.

Outra vítima, o pintor de automóveis José Paulo disse que não chegou nem a conhecer nenhum advogado. "Diferente dela, eles nem bateram na minha porta. Não sei como meu nome foi parar nisso", garantiu. Neste caso, a indenização ganha pela quadrilha na Justiça gerou R$ 9.900 aos bandidos.

De acordo com o subsecretário Washington Luís da Defesa Social Washigton Luiz, além das quatro testemunhas do caso que foram ouvidas esta manhã no TJ/AL, pelo menos dez já prestaram depoimento à polícia. Os depoimentos foram acompanhados por ele e pelo Secretário de Segurança, Paulo Rubim.

O subsecretário afirmou, ainda, que além das dez testemunhas que já foram ouvidas no processo, outras serão arroladas para depor, mas ainda com data indefinida.

Acusados

Cinco advogados: Rogério Cavalcante (vice-presidente da OAB de Arapiraca), Francisco Crispi, Kelmanny Michael dos Santos Freire (neto do empresário José de Alexandre) e Cristiano Gama de Melo, todos do município de Arapiraca, José Valmor Tiaro de Souza Silva e Carlos André Marques dos Anjos, em Maceió; a serventuária do 1º Juízado de Arapiraca, responsável pelos processos, Valkíria Malta Gaia Ferreira e os corretores de seguros, Manoel Jailton Feitosa e Jânio Gomes da Silva, tiveram mandados de prisão expedidos pelos juízes da 17ª Vara Criminal. da capital. Todos já foram soltos por determinação da Justiça de Alagoas na Operação Muleta, deflagrada no dia 27 de janeiro passado, em Arapica e Maceio e nas cidades Nossa Senhora das Dores e Canindé do São Francisco, no Estado de Sergipe. “O papel da polícia foi feito”, frisou o subsecretário indagado sobre as prisões e solturas.

Esquema

Segundo informações passadas pelo sub-secretário, Washington Luiz, os advogados recrutavam supostas vítimas e preparavam os processos. Onde, posteriormente, ingressariam na Justiça e certamente ganhariam as causas.

A maioria das supostas vítimas, não residiam nos endereços mencionados nos processos. " Eles colocavam no processo residência sempre de Arapiraca, porque lá no Juizado elas teriam a cobertura da serventuária", explicou Washington Luiz.

A polícia não descarta o envolvimento de magistrados, que possam ter 'facilitado' o resultado dos processos.

Os processos e fraudes

De acordo com Polícia Civil os valores dos processos variam. O mais alto, por exemplo, chega a R$ 13,5 mil. " Nesses processos eles alegam invalidez. Que a vítima foi mutilada, porque esses são os mais altos", avaliou o diretor-geral da PC/AL Marcílio Barenco.

O dinheiro arrecadado com a fraude era dividido entre os integrantes da quadrilha. " As vítimas não ganhavam nada, elas nem sabiam que seus nomes estavam sendo usados por eles", esclareceu Barenco.

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