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26/01/2010 - SRZD Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Sonho do emprego que acaba na Justiça

Por: Marcelo Reis


O sonho de um bom emprego pode custar caro para o trabalhador. A justiça está cheia de processos contra agências de emprego e recolocação movidos por trabalhadores que se sentiram enganados por essas empresas. As denúncias não param e as reclamações são as mesmas: promessas não cumpridas. Um levantamento feito pelo Planeta Trabalho apurou que, de 2008 para cá, o número de denúncias dobrou. Na maioria das vezes, os trabalhadores perdem as causas porque os contratos assinados resguardam as agências. O Planeta Trabalho preparou um amplo serviço para você saber quais cuidados deve tomar na hora de contratar esses serviços e evitar que o sonho do emprego se torne um pesadelo.

Existem dois tipos de serviços oferecidos por agências de emprego e recolocação. O primeiro é quando uma grande empresa terceiriza o serviço de recrutamento e seleção para uma empresa de RH especializada. Nesse caso, a grande empresa oferece um número X de vagas e deixa a cargo da agência a realização do processo seletivo. A agência publica anúncios nos jornais, divulga as vagas em seu site na Internet e realiza a seleção. Os custos do processo são pagos pela empresa contratante e o trabalhador não deve pagar nada. No caso de trabalho temporário, é vedada por Lei a cobrança de qualquer taxa do trabalhador.

Para se resguardar, o trabalhador deve procurar informações sobre a agência. No site do Ministério do Trabalho, www.mte.gov.br, no link sobre Trabalho Temporário, o trabalhador encontra uma relação de empresas credenciadas junto ao MTE, que cumpriram com as exigências para realizar esse serviço. Dar preferência para essas empresas já é uma boa forma de evitar picaretas.

O outro tipo de serviço é o prestado por empresas de recolocação. Normalmente, o trabalhador desempregado procura essas empresas para auxiliá-lo a se recolocar no mercado. Essas empresas oferecem serviços para potencializar as chances do trabalhador, que vão desde a elaboração do currículo até como se comportar numa entrevista de emprego. É aí que reside o perigo! Para convencer o trabalhador a pagar por esse serviço, a empresa vende a idéia de que esse treinamento será fundamental para a conquista do emprego desejado.

Existem empresas sérias que atuam há anos nesse segmento, e centenas de outras que ganham dinheiro vendendo promessas que, nos próprios contratos, elas deixam claro que não são obrigadas a cumprir. Uma vez assinado o contrato, dificilmente o trabalhador verá seu dinheiro de volta. Para se resguardar desse tipo de picaretagem, o trabalhador deve observar os seguintes itens:

- desconfiar das ligações oferecendo emprego feitas por empresas para as quais ele não enviou currículo;

- procurar referências no mercado sobre a empresa e pesquisar se existem denúncias contra ela na justiça. Isso pode ser feito obtendo-se a razão social e o CNPJ da empresa;

- ler atentamente todas as cláusulas do contrato;

- ser mais seletivo na hora de distribuir um currículo. sair distribuindo currículo em todos os sites pode ser uma forma de ser localizado pelos picaretas.

Se o trabalhador optar por contratar os serviços da empresa, sabe que está contratando uma espécie de agenciador, que não dá nenhuma garantia de que conseguirá realizar o prometido.

A melhor forma de conquistar um bom emprego é o networking, ou seja, manter uma boa rede de relações. A maior parte dos bons empregos são preenchidos por intermédio de indicação. Alguém da empresa que conhece você e que te indica para uma vaga. Por isso, o maior patrimônio que um trabalhador pode ter é o seu histórico e as boas e verdadeiras amizades que faz ao longo da vida profissional.

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