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09/02/2010 - Último Segundo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude no etanol: ANP e Polícia Federal investigam mistura com produto letal

Por: Sabrina Lorenzi


Depois de descobrir substância altamente tóxica no etanol em 10 de 50 postos de gasolina pesquisados em São Paulo, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) se aliou à Polícia Federal para investigar centrais petroquímicas e produtores de biocombustíveis. O produto adicionado ao combustível é o metanol. A mistura é difícil de ser flagrada, pois o produto usado na fraude tem a mesma aparência do etanol e no País não há muitos equipamentos que o distinguem.

Os riscos para consumidores e frentistas são considerados alarmantes pela ANP: apenas duas colheres da ingestão da substância podem matar e o contato com os olhos leva à cegueira. A preocupação da reguladora está também no hábito dos usuários que sugam o etanol em mangueiras para colocar o combustível nos tanques dos carros. Além disso, sua queima é invisível, sem chama na combustão, o que pode causar estragos rapidamente sem que ninguém perceba.

"O consumo de metanol é fatal. Estamos diante de um crime de difícil identificação para o consumidor e para o próprio dono do posto, e por isso estamos conclamando o mercado a se juntar a nós nessa cruzada”, afirmou ao iG o diretor da ANP Allan Kardec. "Esse tipo de crime não estava previsto no nosso monitoramento", acrescentou.

A ANP fiscaliza adulteração de gasolina e álcool combustível, mas a mistura de metanol era, até então, insuspeita para a agência. A reguladora recebeu uma denúncia anônima há apenas dez dias e, nesse período, descobriu o crime em 20% dos postos investigados. Em um posto, o nível de metanol chegou a 97% do volume do combustível.

O metanol, segundo Kardec, só pode ser identificado com um aparelho chamado cromatógrafo. No país, segundo ele, há apenas 23 unidades disponíveis e em uso. Por isso pediu a empresas do setor que invistam na aquisição do aparelho.

A reguladora também encontrou metanol presente no etanol em duas distribuidoras de São Paulo e em três postos no Rio de Janeiro. E já trabalha com a possibilidade de a fraude ser maior nas regiões Nordeste, Norte e Sul, que não produzem etanol.

Metade do preço explica

“Nas regiões Norte, Nordeste e Sul, o crime tende a ser mais atrativo. Estamos investigando", contou.

Quanto mais longe da região produtora, mais caro fica o etanol. Por isso o crime nestas regiões pode ser ainda mais lucrativo do que nos estados produtores. O litro do metanol, segundo a ANP, custa cerca de metade do litro do etanol, considerando impostos. Na média, o combustível é vendido a R$ 1,10, enquanto o metanol, sem a cobrança de tributos, fica em US$ 0,20 quando importado.

Combate na origem

De acordo com a ANP, o metanol não é produzido no Brasil. Álcool extraído da madeira, o produto é importado de países como Venezuela e Chile.

Para conseguir deter o crime o mais possível - pelo perigo que este representa para a sociedade- a reguladora decidiu partir para cima dos importadores. Em investigação secreta com a Polícia Federal, o serviço de inteligência da ANP mira as centrais petroquímicas e os produtores de biocombustíveis.

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