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06/02/2010 - iOnline Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Maior fabricante de armas europeia paga 327 milhões de indemnização

Por: Alexandre Soares

Caso de conspiração, corrupção e suborno obriga BAE Systems a compensar Estados Unidos e Reino Unido.

É um acordo histórico: o maior fabricante de armas europeu declarou-se culpado de dois crimes, um de conspiração, outro de incumprimento de deveres. A BAE Systems assume assim o pagamento de quase 293 milhões de euros ao Departamento da Justiça americano e 34 milhões ao departamento anticorrupção do Reino Unido, o Serious Fraud Office (SFO). É a hipótese de redenção de uma empresa ancorada às manchetes pelos piores motivos. Ou assim esperam os seus líderes.

Os advogados da empresa aconselharam os executivos no sentido de aceitarem o acordo, considerando os valores em questão razoáveis. Recordando a saga de acusações de corrupção e suborno que durante décadas ensombrou a empresa, os líderes ingleses acabaram por aceitar o acordo, dando vida a uma das maiores indemnizações alguma vez imposta pelos tribunais ingleses.

"A empresa arrepende-se profundamente e aceita toda a responsabilidade por estes erros. Este acordo vai permitir lidar finalmente com questões de legado significativas", disse o presidente não executivo da multinacional, Dick Oliver. Para a empresa, aceitar o pagamento destas indemnizações é como cortar um dedo para salvar o braço. Quando se descobriu que as indemnizações ficavam abaixo de mil milhões (como se chegou a noticiar), as acções subiram mais de 2% dos dois lados do Atlântico.

Caso Os crimes estão relacionados com contratos conseguidos em países como a Tanzânia, a República Checa, a Roménia e a África do Sul. Em relação ao crime de conspiração, estão em causa declarações falsas ao governo dos EUA. Quanto ao incumprimento de deveres, refere-se ao registo incorrecto do pagamento de "comissões".

Uma das acusações mais antigas diz respeito a um negócio de quase 50 mil milhões com a Arábia Saudita. Em 2006, o SFO desistiu da investigação a um alegado pagamento de subornos para conseguir um contrato lucrativo e ficou imediatamente debaixo de fogo. A opinião pública temeu que o governo inglês tivesse feito pressão, para não prejudicar a relação com o poderoso país do Médio Oriente. O SFO desmentiu de imediato, mas era já inevitável que as atenções voltassem a concentrar-se na empresa de armamento. Foi nessa altura que se ficou a conhecer o caso da venda de um sistema de radar à Tanzânia (alegadamente, conseguido com o pagamento de um suborno). Os 34 milhões devidos ao Reino Unido dizem respeito a esse caso e vão, através de um pagamento ex gratia, para o povo da Tanzânia.

Durante décadas, a BAE recusou todas as acusações, justificando as zonas cinzentas com "incumprimentos técnicos das regras de contabilidade" ou "falha na revelação total das comissões pagas". Agora, em comunicado, diz que "melhorou sistematicamente" os seus procedimentos.

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