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19/03/2007 - Último Segundo / EFE Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Aumento de fraudes hipotecárias preocupa Estados Unidos e América Latina


O aumento vertiginoso dos casos de fraudes hipotecárias, supostamente relacionados à lavagem de dinheiro, acendeu o alerta vermelho nas autoridades dos Estados Unidos e da América Latina.

Com uma alta de mais de 1000% entre 1997 e 2005, o assunto foi o foco da atenção de especialistas na 12ª Conferência Internacional de Lavagem de Dinheiro, organizada pela firma Alert Global Media, em Hollywood.

Phillip Hull, agente especial de investigações criminais do Departamento de Rendas Internas dos EUA, explicou que a fraude hipotecária pode ser cometida por agentes de bens imobiliários, investidores e demais envolvidos no setor imobiliário.

Na opinião do especialista, as pessoas que cometem o delito são muito criativas, e conhecem a fundo o funcionamento das agências de bens imobiliários e dos bancos: aumentam as avaliações dos metros quadrados de uma propriedade, inflam os preços das casas e asseguram que o comprador tem um histórico de verificação.

Na prática, os criminosos enviam documentos falsos ao responsável pelos empréstimos. Quando há o desembolso dos fundos provenientes da negociação, em geral, as transações de lavagem de dinheiro são concretizadas, disse Hull.

Em um relatório de 2006, as autoridades americanas informaram que a fraude com financiamento hipotecário está crescendo, uma vez que se trata "de um delito muito lucrativo e relativamente fácil de executar, particularmente em áreas com grandes variações nos preços".

Patricia Hayhurst, presidente da companhia Hayhurst Morgage, com sede em Miami, afirmou que a fraude hipotecária desestabiliza a economia e, para erradicá-la, é necessário um maior controle e estritas verificações, tanto da documentação como dos clientes.

A analista acrescentou que há mais indícios de fraude nas transações de aquisição de propriedades do que nas de refinanciamento.

Quanto às medidas para evitar tais crimes, Hayhurst defendeu a implantação de métodos automatizados de avaliação para rastrear as transações, e uma revisão rígida dos antecedentes penais dos próprios empregados de bancos e agências de bens imobiliários, entre outras ações.

Andrew Sandler, do escritório de advogados Arps, Slate, Meagher & Flom LLP, citou números de especialistas da indústria de hipotecas, que calculam que entre 10% e 15% dos pedidos de empréstimos hipotecários contêm algum tipo de fraude.

"É um problema cada vez mais grave", disse o advogado e especialista em prevenção de lavagem de dinheiro e fraude hipotecária.

Os esquemas de fraude também afetam a América Latina, especialmente os países emergentes, que estão começando a receber investimentos estrangeiros para desenvolver projetos, disse à agência Efe o especialista mexicano Alberto Ávila.

Com relação ao potencial de lavagem de dinheiro, Ávila manifestou preocupação com o fato de que a maioria dos regulamentos da região se concentra nos bancos do que em outros setores, como os notários, que não são obrigados a se identificar.

O especialista também disse que a prática do crime é observada na região pela aquisição de vários terrenos que, concretamente, não têm grande valor comercial.

Segundo Ávila, depois de fechadas as transações, os criminosos constroem um centro comercial forte na zona, aumentando o preço dos terrenos das áreas vizinhas, que são vendidos a um preço mais alto por meio de uma operação que parece lícita.

"As autoridades da região enfrentam um grande desafio, e seu trabalho deve ser elogiado, devido à limitação dos recursos econômicos de que dispõem para as investigações", afirmou Ávila.

Além da falta de dinheiro para conter a prática, a Justiça esbarra na ausência de leis específicas.

"Muitos países podem ter regulamentos sobre lavagem de dinheiro, mas quando se trata de aspectos relacionados à supervisão de compra e venda de bens imobiliários, quase não existe nada", afirmou.

Como forma de prevenção, acrescentou, é necessário começar a regular também os agentes de bens imobiliários e, sobretudo, conhecer os clientes.

"Isto é fundamental", concluiu.

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