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03/02/2010 - Diário de Leiria Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Acusado de burla qualificada admite em tribunal emissão de cheques ‘carecas’


Um homem acusado de seis crimes de burla qualificada e dois crimes de falsificação de documentos admitiu ontem, no Tribunal Judicial de Leiria, onde começou a ser julgado, que passava cheques sem provisão para pagar a compra de relógios.
António T. L., de 52 anos, natural de Castro Verde, explicou ao tribunal que, depois de ter sido apresentado ao proprietário de uma ourivesaria em Leiria, iniciou alguns negócios de compra de relógios.
"Combinámos que pagaria com cheques pré-datados, mas sabia que não tinha dinheiro na conta", admitiu. António T. L. referiu ainda ter iniciado o negócio dos relógios para "realizar algum dinheiro para investir num negócio de prospecção de blocos de petróleo, na Guiné".
O arguido contou ainda que o dinheiro que realizava com a venda dos relógios era aplicado no negócio do petróleo, justificando, assim, a razão pela qual não devolveu os relógios nem o dinheiro.
"Esperava ter o retorno para pagar à ourivesaria", disse.
Confrontado com a juíza sobre a razão de ter continuado o negócio de relógios sabendo que não tinha dinheiro para pagar, o arguido afirmou que tentou sempre angariar o dinheiro para o investimento, que considerava ser o "negócio da vida". António T. L. confirmou ainda ter pago um Mercedes E220 com um relógio no valor de 40 mil euros.
De acordo com o despacho de acusação, o arguido apresentava-se como "empresário de sucesso a operar em diversas actividades", tendo igualmente contado que jogara no União de Tomar e se relacionava com outros jogadores, inclusive do Benfica.
O documento revela que em Abril ou Maio de 2005, no decurso da celebração de uma escritura realizada no 2.o Cartório Notarial de Leiria, o arguido elogiou o relógio de um funcionário, acabando por confidenciar a este que "na semana seguinte teria de ir ao Porto dado que tinha uma reunião marcada com Deco, ex-jogador do FC Porto, a fim de lhe vender um terreno e que nessa ocasião aproveitaria para ir a uma relojoaria no Porto pois tencionava investir entre 75 e 80 mil euros em relógios".
O funcionário respondeu-lhe que "não era preciso ir tão longe, pois existia um relojoeiro em Leiria que vendia alta relojoaria e que até era seu amigo" e encaminhou o arguido até ao estabelecimento da cidade.
Na loja, António Tomás Lopes, em quatro vezes distintas, entre Maio e Junho desse ano, adquiriu relógios que pagou com cheques pré-datados, que se revelaram sem cobertura, sustenta o despacho do MP.
Entre as supostas vítimas neste processo estão o proprietário de uma relojoaria de Leiria, que terá ficado sem relógios no valor de cerca de 500 mil euros, e outro de Valença do Minho, a quem o suspeito terá ficado com relógios e outros artigos de ourivesaria avaliados em cerca de 250 mil euros. Outros lesados serão ainda uma loja Vodafone, em Lisboa, e um stand de automóveis, em Guimarães.

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