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30/01/2010 - Diário do Pará Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Crimes tecnológicos: combate tem saldo positivo


Um trabalho inédito no Estado do Pará já começou a apresentar resultados positivos para a Segurança Pública. O combate aos crimes tecnológicos, que envolvem delitos praticados com o uso da tecnologia, como falsificação de documentos, fraudes com cartões eletrônicos e através da Internet, registrou no ano passado 57 prisões. Destas, 44 por cumprimento de mandados judiciais e 13 em flagrante. As prisões foram realizadas pela Delegacia de Repressão a Crimes Tecnológicos (DRCT), unidade vinculada à DRCO (Divisão de Repressão ao Crime Organizado), da Polícia Civil do Pará.

A nova unidade também foi responsável pela apreensão de programas criados pelos chamados “crackers”, criminosos da Internet. Em 2009, a Delegacia realizou 13 operações policiais. Do total, oito aconteceram em Belém e região metropolitana; três no interior do Pará e duas em outros Estados do Brasil.

Houve ainda, durante as ações policiais, a apreensão de 14 veículos obtidos com base nos crimes cometidos com uso da tecnologia. Sob coordenação da delegada Beatriz Machado, a DRCT surgiu dentro da estrutura da Polícia Civil para realizar investigações criminais em uma área ainda nova e que evolui rapidamente. Após ingressar na instituição policial em 2007, como delegada, Beatriz passou a nutrir o interesse pela área de crimes na área cibernética. Anteriormente, como escrivã, ela já havia realizado trabalhos usando recursos da tecnologia. Entre eles, a área de Georreferenciamento. Com a criação da DRCT, no primeiro semestre de 2009, a delegada assumiu o desafio de investigar e reprimir os chamados crimes tecnológicos. Na avaliação dela, o ano de 2009 foi bastante produtivo, pois o período em que a unidade policial passou a ter visibilidade em nível nacional.

A delegada refere-se às investigações de crimes que geraram repercussão e que foram divulgados pelos meios de comunicação em todo Brasil. Um desses casos foi o golpe da venda de carros fantasmas pela Internet, através do site empresas Finavel. Com as investigações, a quadrilha de estelionatários foi desmantelada. Na ação, realizada em parceria coma Polícia Civil de outros Estados do Norte e Nordeste, cinco pessoas foram presas em Belém e em Manaus, no Amazonas. Elas haviam montado uma empresa de venda de veículos que não existia. Os golpistas usavam um site na internet para enganar as vítimas. Após o desvendamento do crime, muitas pessoas de outros Estados brasileiros, como Bahia e Maranhão, e até de outros países, como Espanha e Estados Unidos, entraram em contato com a Delegacia para parabenizar e obter mais informações, pois conheciam vítimas do golpe. Outro caso elucidado pela DRCT, que ganhou ampla repercussão, foi a das prisões de integrantes de uma quadrilha responsável por fraudar operadores de cartão de crédito para desviar dinheiro de compras de clientes de uma loja de departamentos de Belém para contas particulares. Célio Augusto Amaral Costa e Núbia Karla Cunha de Oliveira foram presos em uma área nobre de Manaus, no Amazonas.

Denominada de operação “Vision”, a investigação cumpriu mandados de prisão preventiva decretados pelo Poder Judiciário. Cinco carros obtidos com o dinheiro desviado pelo esquema criminoso foram apreendidos. O que chamou atenção é que todos os veículos eram novos. Um deles é um Hyundai Azera Sedan, ano 2009, avaliado em R$ 105 mil. Outro veículo encontrado é uma Chevrolet Captiva, ano 2009, cujo valor estimado é R$ 100 mil. Também foram apreendidos dois Honda Civic e uma caminhonete Hilux. Outra ação relevante foi a prisão de João Carlos dos Santos Aquino, 18 anos. Ele foi preso no momento em que sacaria R$ 990 de uma conta emprestada por terceiros a mando de um “hacker”. A quantia havia sido desviada de contas via Internet. O hacker é responsável por montar na Internet quatro “fakes” (sites falsos) de duas instituições bancárias e de duas empresas aéreas. As pessoas que acessavam esses sites, interessadas nos serviços, acabavam inserindo dados pessoais e senhas, que eram copiados pelos golpistas. Para Beatriz Machado, o maior desafio no combate aos delitos virtuais praticados pela Internet é que os crimes cometidos, nesse campo, não têm fronteira. “É muito difícil fazer a repressão a um crime praticado por uma pessoa que você não vê”, explica. Diante disso, salienta a policial civil, trabalha-se com a quebra de sigilos autorizada pela Justiça. As investigações nessa área são de médio e longo prazo, devido a complexidade da coleta de provas do crime.

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