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26/01/2010 - O Povo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Parte do dinheiro do esquema é para pagar advogados

Por: Tiago Braga

O planejamento das quadrilhas organizadas inclui até a contratação de advogados para o caso de integrantes serem presos. O esquema também envolve lavagem de dinheiro. A Polícia tem dificuldade de mapear os bens e dinheiro dos criminosos.

Os criminosos que atuam em quadrilhas organizadas sabem dos riscos que correm. O planejamento dos crimes já prevê a contratação de advogados para o caso de serem presos. "As quadrilhas hoje têm as estruturas jurídicas organizadas. Parte do dinheiro é separado para contratar advogados que militam na área e que conhecem as brechas da lei", informa o delegado Wilder Brito, titular da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF).

Além de fazer com que os criminosos passem menos tempo na cadeia, os advogados ajudam os familiares dos bandidos a manter ocultos o dinheiro e os bens adquiridos com assaltos a bancos, sequestros e ataques a carros-forte. "Nessas modalidades de crime, não adianta só prender. É preciso mapear onde está o dinheiro roubado para que possa ser confiscado. Esse é o maior desafio da Polícia", lembra a antropóloga Jania Perla de Aquino, pesquisadora do Laboratório de Estudos da Violência da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Geralmente, o dinheiro roubado é investido em imóveis ou negócios de fachada, registrados em nome de laranjas para ocultar a verdadeira identidade dos donos. "A Polícia tem dificuldade de identificar (esses bens)", lembra a pesquisadora.

Segundo o delegado Wilder Brito, esse mapeamento é feito pela Polícia, mas o processo esbarra na Justiça. "Não temos a cultura de sequestrar bens de bandido. É complicado, é demorado, o processo passa 20 anos para ser transitado e julgado."

SAIBA MAIS

O MUNDO DO CRIME ORGANIZADO

> Mesmo estando presos, muitos criminosos continuam atuando nas quadrilhas organizadas, planejando estratégias e orientando os outros integrantes do grupo pelo telefone celular.

> Muitas das quadrilhas organizadas têm ligação com o tráfico de drogas e de armas. Algumas delas usam o dinheiro obtido com os crimes para comprar drogas. "É uma forma de lavar o dinheiro", explica o titular da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), Wilder Brito.

> A rede que participa das quadrilhas também envolve falsificadores de documentos e informantes dentro das instituições bancárias.

> O POVO entrou em contato com o Banco do Brasil, Bradesco e Caixa Econômica Federal para tentar falar com o setor de inteligência dos bancos.

> As assessorias de imprensa do Banco do Brasil e do Bradesco informaram que ninguém poderia falar sobre o assunto por ser sigiloso.

> Já a Caixa Econômica Federal informou, por meio de sua assessoria, que o banco trabalha em parceria com os poderes de Polícia, principalmente a Federal. Há reuniões periódicas com os policiais para a troca de informações estratégicas.

E-MAIS

> Ontem, O POVO mostrou que quadrilhas organizadas costumam migrar de crime como estratégia para driblar a Polícia. Estatísticas mostram que, a cada ano, uma modalidade diferente predomina.

> Até 2005, o maior número de ocorrências era de roubos a bancos. Em seguida, em 2006 e 2007, foi a vez dos sequestros. A onda de assaltos a carros-forte veio no ano seguinte. E, em 2009, ataques a bancos voltaram a predominar.

> No geral, foram 140 roubos a bancos, 51 sequestros e 42 ataques a carros-forte nos últimos 10 anos.

> Segundo especialistas, quadrilhas mudam de modalidade porque pensam o crime organizado como um negócio, que envolve planejamento e análise dos cenários favoráveis.

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