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15/03/2007 - Oeste Goiano Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Como é a fraude que causou prisão de iporaense

Por: Maria Barbant


Emissoras de rádio divulgaram na semana passada sobre a prisão do empresariado iporaense Noésio Peres, acusado de envolvimento em fraude no Detran. Ele foi liberado. Sua prisão por alguns dias se deve ao fato dele ter sido citado como participante da Operação Metamorfose. Mas ainda restam algumas dúvidas sobre como seria essa fraude. Atendendo pedidos, transcrevemos do site do Diário de Cuiabá, sobre a referida operação.

Envolvidos em esquema de fraude serão ouvidos nesta quinta-feira
Da Reportagem
O ex-diretor de Veículos do Detran (afastado das funções desde o ano passado), Dakari Fernandes Tesmann, e o preposto de despachante, Mário Roger Mancuso, presos respectivamente em Guarantã do Norte e Matupá, chegam hoje (07) a Cuiabá e devem ser ouvidos amanhã (08) na Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública, localizada na sede da Secretaria de Fazenda.
De acordo com as investigações da Delegacia Fazendária, eles estariam envolvidos em um esquema – desarticulado na última terça-feira (06), na Operação Metamorfose, em Mato Grosso e Goiás -, para fraudar documentos por meio do Departamento Estadual de Trânsito. Seis mandados de prisão temporária (pelo prazo de 05 dias) foram pedidos pela Delegacia Fazendária, sendo um deles indeferidos pela Justiça. Na terça-feira, o delegado Wylton Massao Ohara esteve em Iporá, no Estado de Goiás, onde efetuou a prisão do empresário Noésio Peres da Costa. O empresário contou como se operava o esquema.
Segundo a delegada Luzia de Fátima Machado, titular da Delegacia Fazendária, as prisões foram necessárias neste momento das investigações para que a polícia possa descobrir outros possíveis integrantes do esquema. As informações levantadas pela Delegacia Fazendária apontam que os valores obtidos com as fraudes somam R$ 907.684,00. Os prejuízos financeiros atingem principalmente bancos e financeiras, e não é proveniente dos cofres públicos.
O golpe, segundo investigações da polícia, consistia em comprar pequenas carretas, de um eixo, com capacidade de carga entre 200 a 350 kg, conhecidas como “carretinhas para transporte de barcos” de uma empresa de Goiás, da marca Rondon, e com o auxílio do despachante e o aval do ex-diretor do Detran, fraudar o documento desses pequenos veículos no sistema do Detran, de forma com que eles se tornassem, pelo menos nos documentos, carretas de grande porte, ou seja, veículos tipo reboque, de três eixos.
Depois disso, os papéis eram repassados para outras pessoas, que solicitavam financiamentos em agências bancárias. A documentação falsa fazia com que os bancos concedessem grandes quantias para os investigados, tendo como garantia os veículos, que na verdade não existiam. Com o não pagamento do financiamento, o prejuízo seria apenas das instituições bancárias.
Dos mais de 100 documentos checados no sistema do Detran, 14 deles apresentavam a mesma forma de adulteração. Segundo o corregedor do Detran, Juliano Muniz Calçada, a fraude começou a ser investigada a partir de uma denuncia anônima, feita no ano passado, entre os meses de junho e julho. “Nos dois meses seguintes algumas providências foram tomadas e iniciou-se a checagem nos sistemas do Detran”, explicou ele. Uma perícia técnica indicou a pessoa dentro do Detran responsável pelas adulterações no sistema, que eram feitas – até onde se sabe -, em horários normais de expediente.
A polícia não descarta a existência de mais membros do bando em outros estados e até mesmo em Mato Grosso e acredita também que a semelhança do nome das carretas, marca Rondon, com as carretas de três eixos da marca Randon, tenha facilitado a fraude.
As três pessoas que foram presas – duas em Mato Grosso e uma em Goiás – e mais um, Alessando de Souza Rodrigues, que continua sendo procurado em Goiás, são acusadas de formação de quadrilha (artigo 288 do Código Penal, que prevê reclusão de 01 a 03 anos), e também de inserção de dados falsos em sistema de informação (artigo 313-A do Código Penal, com pena prevista de reclusão de 02 a 12 anos, e multa).

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Comentários


Autor e data do comentário: Valdete Luciano - 13/08/2011 17:15

A verdade é que o Empresario Noesio Peres apenas comprou esses veiculos a pedido de terceiros, sendo que ele mesmo jamais saberia que seria usados por fraudadores. Ainda nao intendi a prisao dele, pois ele comprou e pagou a pedido de terceiros sendo que qualquer um de nos compraria em seu lugar, pois a empresa é de portas abertas e vende carretas a qualquer um, se ele soubesse ele mesmo nao compraria pois ele nao é uma pessoa leiga na lei. O delegado ficou surpreso ao saber que ele nao tinha involvimento e ficou constrangido ele levar a origem de sua prisao e ja pediu de imediato a sua liberaçao que nao foi possivel se tratando de uma prisao efetuada por juiz e nao por ele delegado(Wiltom massao). E o fato de o delegado a todo momento chamando a imprensa para intrevista sendo que ele nem sabia direito o que se passava. Tenho certesa que Noesio será absolvido, nao porque ele é um homem de bem, mais por esse motivo ele nunca será condenado pois é impossivel que ele seria tao idiota de comprar usando o seu nome de empresario local para comprar objetos de futuras fraudes sendo que o conhecimento dele seria suficiente para comprar o que quizesse nao usando seu proprio nome caso fosse algo que ele soubesse ou fosse conivente em algo de fraudes nessas proporçoes. A promotora o acusou de comprar 17 veiculos emitindo cheques sem fundos, sendo que o dono da empresa (metalurgica rondon)Sr Izaías, disse que Noesio comprou apenas 5 veiculos e nao deu prejuizo de um centavo a empresa. Noesio foi um grau de escada usada por pessoas da lei, que nao mede consequencias para obter promoçoes e prestigio justificando suas açoes. quero ver quem vai publicar que é foi inocentado e se algum dia seu nome sera removido de todos artigos contrarios publicados em seu desfavor. Tenho certesa que a equipe que fez sua prisao jamais pronunciará pelo menos um pedido de desculpas pelo mal e constrangimento causado a esse Noesio.



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