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20/01/2010 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Adhemar Reis, subsecretário de Transportes de Niterói, morre após ser baleado em Icaraí

Por: Gilson Monteiro e Marcelo Gomes


RIO - O subsecretário municipal de Transportes de Niterói, Adhemar José Mello Reis, de 68 anos, morreu após ser baleado, na manhã desta quarta-feira , quando saía do prédio em que mora, na Rua Joaquim Távora, em Icaraí, na Zona Sul de Niterói. Ele seguia para o trabalho. Reis estava acompanhado por um motorista da prefeitura quando foi interceptado pelos criminosos. O motorista nada sofreu e o levou para o Hospital Antonio Pedro (Huap), no Centro de Niterói. Os quatro disparos atingiram a cabeça e o peito do subsecretário, que teve quatro paradas cardíacas. Adhemar José Mello dos Reis não resistiu à cirurgia a que foi submetido e morreu às 11h30m. O motorista está em estado de choque.

O subsecretário havia sugerido ao prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, que baixasse uma lei obrigando o comparecimento em cartório do taxista que pretendesse transferir sua autonomia para outro, a fim de reduzir as fraudes. A pasta que conteria os documentos comprovando irregularidades em licenças de mais de 50 táxis em Niterói está desaparecida. Há meses, Adhemar fazia um levantamento da falsificação de documentos de taxistas e da clonagem de licença de veículos que circulavam na praça em Niterói. Descobriu vários tipos de fraudes, como falsificação de assinatura de motorista falecido, com reconhecimento de firma feito em um cartório no Centro do Rio; falsificação de documentos emitidos pela própria subsecretaria de Transportes, que dirigia; e suspeitava até de funcionários do próprio setor.

Adhemar também descobriu táxis com chapas clonadas rodando na cidade, e o caso vem sendo investigado sob sigilo na 76ª DP (Centro de Niterói). Ele entregara os documentos que descobriu ao delegado Luiz Antônio Businaro. Esta semana, descobriu mais um veículo clonado, pertencente a uma cooperativa de táxis, e foi terça-feira ao Instituto de Pesos e Medidas para checar a procedência do selo do taxímetro, que também era falso. Por isso, desconfiava, também, do envolvimento de funcionários daquele órgão estadual. Ele andava sempre com uma pasta sob o braço, com medo de deixar as provas em sua sala na secretaria. Também vinha sendo acompanhado por escolta policial, mas no momento do ataque não contava com a proteção.

O assassinato será registrado na 77ª DP (Icaraí). No início da tarde desta quarta-feira, era grande a movimentação de amigos e funcionários da prefeitura de Niterói na porta da emergência do Huap. O subsecretário era advogado e também vice-presidente do Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais do Estado do Rio (Senalba), além de fazer parte do Conselho Consultivo do Clube Central. Ele deixou mulher e duas filhas.

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