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13/01/2010 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Mãe e dois filhos aplicavam golpes de falso sequestro

Dinheiro dos supostos resgates era depositado em contas do Bolsa Família. Segundo a polícia, 30 pessoas foram vítimas do trio.

Uma mãe agia em conjunto com os dois filhos, há pelo menos seis meses, para aplicar golpes de falsos sequestros no Rio. Segundo a polícia, 30 pessoas foram vítimas da família. Sueli Souza Maia, de 50 anos, e sua filha Adriana Maia Gomes, 25, foram presas pelo crime de extorsão, com pena de até 10 anos de prisão. O outro filho de Sueli, Alex Souza Gomes, que já está preso por roubo, também vai ser indiciado por extorsão.

De acordo com a polícia, mãe e filha cuidavam da parte financeira do grupo, enquanto o outro filho, de dentro da cadeia, fazia ligações telefônicas para as vítimas. O dinheiro dos supostos resgates era depositado em contas cadastradas no programa do Bolsa Família.

As duas negam as acusações. Em depoimento, Sueli disse que era Adriana quem mexia nas contas. No entanto, a filha afirmou que agia para ajudar o irmão.

O Ministério do Desenvolvimento Social informou que o beneficiário do programa é o responsável legal pela administração da conta corrente. O ministério está com o número da conta das duas acusadas para análise.

Como era o golpe

O caso começou a ser identificado depois que uma advogada caiu no golpe. Ela fez a denúncia à polícia e contou que os golpistas haviam pedido um depósito de R$ 2 mil em contas na Caixa Econômica Federal (CEF). Em troca, um parente supostamente sequestrado seria libertado.

A polícia quebrou o sigilo bancário das duas contas e, durante as investigações, descobriu que mãe e filha depositavam o dinheiro em duas contas cadastradas para receber o benefício do programa Bolsa Família.

Nos extratos, o valor de R$ 82 do Bolsa Família aparece ao lado de valores que chegam a até R$ 1 mil.

De acordo com a CEF, contas usadas para o depósito do benefício do programa são bloqueadas quando os depósitos ultrapassam R$ 1 mil. As vítimas faziam os depósitos em casas lotéricas. Segundo o delegado José Luiz Duarte, a ação era estratégica.

“Em casa lotérica por quê? Funciona aos sábados, dias não úteis, e podem ser realizadas movimentações, transações bancárias em contas que são da Caixa Econômica Federal”, explicou o delegado.

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