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12/01/2010 - 24 Horas News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresários musicais acusados de aplicar golpe atuaram em MT

Por: Gil Corrêia


Produtores musicais da Globo Produções foram presos por fraudar licitações de shows em Goiás, Tocantins e Mato Grosso. O cantor Maurício Severino dos Santos, 44 anos, e o funcionário Pablo Lima Estrela, de 21 anos, estão presos no 22º Distrito Policial, na Vila Mutirão, em Palmas.

Segundo o titular do distrito, Waldir Soares, as investigações começaram após uma denúncia que a produtora comprou com um cheque sem fundos R$ 11 mil em computadores em uma loja na Avenida T-9. O proprietário registrou a ocorrência. A polícia procurou Maurício e confirmou que a sede da empresa registrada em Santo Antônio de Goiás não era real e que havia no local apenas uma caixa postal. O mesmo ocorreu no endereço da empresa em Santa Bárbara.

“Localizamos a Globo Produções no Setor Jardim América”, afirma o delegado. Ele complementou que os funcionários da produtora eram usados como ‘laranjas’. “Maurício usava cheques dos trabalhadores para adquirir carros, roupas e até mesmo equipamentos de som para eventos”, explicou.

O delegado afirmou que Pablo era o responsável por licitações de shows em vários municípios, como em festas pecuárias, carnaval e ano novo. “Ele é muito envolvido com políticos. Organizava o palco, o som, a luz, a banda e o artista para o show”, afirmou Waldir.

O delegado explicou que Pablo produzia três orçamentos para o evento para concorrer à licitação e ganhar. “Ele fazia uma posposta da Globo e dois de outras produtoras”. O suspeito combinava com os proprietários das empresas os valores para que o orçamento fosse aprovado. Para cada evento realizado o empresário, que cedia a nota fiscal, recebia 10% do valor total do show. “O evento da proposta aceita organizado por Pablo”, afirma.

Para a festa, a produtora contratava a banda e terceirizava todos os elementos. O delegado Waldir afirmou que em um show em Arenápolis, no0 médio-Norte de Mato Grosso, a proposta era de R$ 75 mil. “Nos documentos o nome era uma banda de médio porte, de custo de R$ 30 mil, mas foi para o palco uma atração de R$ 5 mil”.

Foram apreendidos carimbos, CDs de divulgação, agendas com nomes e telefones de prefeitos. “Em 2009, a Globo arrecadou R$ 1.200.000,00”, afirmou o delegado. Os suspeitos foram atuados por formação de quadrilha, estelionato e fraude de licitação. Waldir afirmou que, após concluir o inquérito, o mesmo será encaminhado para o Tribunal de Contas, para as Câmaras Municipais e para o Ministério Publico (MP), em caso de ações de impropriedade administrativa.

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