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05/01/2010 - Último Segundo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Mentor de pirâmide financeira na Colômbia é entregue aos EUA


Bogotá, 5 jan (EFE).- David Múrcia Guzmán, o homem por trás da pirâmide financeira DMG, que roubou milhares de colombianos e causou uma crise social em 2008, foi extraditado hoje para os Estados Unidos para ser julgado por lavagem de ativos a favor de traficantes de drogas.

O diretor da Polícia Judiciária (Dijín, na sigla em espanhol), general Luis Gilberto Ramírez, declarou que Múrcia foi entregue às autoridades dos EUA em meio a um rigoroso esquema de segurança que incluiu mais de 100 homens fortemente armados.

"Ele terá que responder perante uma corte de Nova York basicamente por lavagem de ativos. Já há uma condenação na Colômbia.

O que estamos garantindo é que compareça diante das autoridades americanas", disse Ramírez.

A corte de Nova York acusa Múrcia de movimentar milhões de dólares, aparentemente de narcotraficantes, por meio de pelo menos 18 contas bancárias e de adquirir nove propriedades em Miami e uma na Califórnia para ocultar lucros ilícitos.

A operação para a extradição começou hoje de madrugada, quando o polêmico empresário foi retirado de helicóptero de uma prisão no sul de Bogotá e levado até uma base aérea militar no oeste da capital colombiana.

Algemado e com colete à prova de balas, Múrcia desceu do helicóptero e sorriu para os jornalistas.

Após passar por exames médicos, Múrcia embarcou em um avião da DEA, a agência antidrogas de EUA, que partiu às 8h40 locais (11h40 de Brasílai) rumo a Nova York.

Aydeé Trujillo, uma de suas advogadas, disse a jornalistas que o acusado continuará colaborando com a Justiça colombiana mesmo nos EUA.

Há na Colômbia vários processos contra políticos que teriam tido vínculos com sua empresa.

Em dezembro, um juiz colombiano condenou Múrcia, um ex-vendedor ambulante que acumulou uma enorme fortuna com a captação ilegal de dinheiro, a 30 anos de prisão.

Múrcia, de 30 anos, foi considerado como "responsável por lavagem de ativos e captação em massa e habitual de dinheiro do público".

O criador da DMG deverá pagar uma multa de aproximadamente US$ 12,5 milhões, segundo a decisão judicial.

David Múrcia Guzmán foi detido em 17 de novembro de 2008 no Panamá e deportado para a Colômbia dois dias depois da intervenção das autoridades em seu conglomerado de empresas na Colômbia que captava dinheiro por meio de cartões pré-pagos com uma taxa de juros que superava 50%.

Em novembro de 2008, o Governo da Colômbia decretou estado de "emergência social" para fazer frente à crise surgida com as fraudes das pirâmides financeiras e os excessos protagonizados pelas pessoas enganadas pela DMG e outras organizações dedicadas à captação ilegal de dinheiro.

O "cérebro" da DMG é conhecido por suas atitudes polêmicas, como ter financiado campanhas políticas no Panamá e ter fornecido quase US$ 2 milhões aos incentivadores do referendo que determinaria se o presidente colombiano, Álvaro Uribe, poderia concorrer a uma nova reeleição.

A DMG teve "filiais" no Panamá, Venezuela e Equador, mas que receberam a intervenção dos respectivos Governos, e tinha planos de se estabelecer também no México, Peru e Brasil.

Segundo números oficiais, funcionaram na Colômbia de 2005 a 2008 pelo menos 240 companhias piratas que arrecadaram milhões de dólares com a oferta de triplicar os fundos investidos e quebraram ao não poder cumprir o prometido.

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