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23/01/2006 - Diário de Natal Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF evita golpe do benefício


Três pessoas foram presas na manhã de ontem pela Polícia Federal (PF) acusadas de aplicarem golpes em beneficiários da Caixa Econômica Federal (CEF) recebendo seguros-desemprego de outras pessoas através de documentos falsos. Os acusados são do estado do Mato Grosso (MT), na região Centro-Sul do país, mas a PF tem certeza que também há participação de outros estelionatários do Rio Grande do Norte. A Polícia estima que, em 15 dias - período em que estavam em Natal -, o grupo realizou cerca de 80 saques lesando potiguares e pessoas de outros estados. Os valores das retiradas variam de R$ 300 a R$ 500.

A atuação da quadrilha ocorria da seguinte maneira: o acusado Luciano Lopes de Campos era responsável pela preparação dos documentos falsos. Os nomes eram selecionados através do número do benefício para o Plano de Integração Social (PIS). Com este dado em mãos, a quadrilha podia descobrir quem estava prestes a receber ou já tinha o seguro-desemprego na conta e escolher as vítimas.

O outro acusado Adelano Alves ficava responsável por ir à agência da CEF e, no banco, e fazia os saques. ‘‘Eles chegavam e, com toda a documentação falsa, se identificavam como as pessoas que iam receber o benefício’’, diz o superintendente da PF, Euclides Rodrigues da Silva Filho. Auxiliando os dois, com conhecimentos de informática, estava Vanessa Saeko Watahabe Batista.

Apesar da maioria das retiradas estar entre R$ 300 e R$ 500, em alguns casos, os estelionatários chegavam a sacar mais de uma parcela do seguro. No momento em que foram presos - em uma agência da CEF, em Ceará-Mirim, distante 33 quilômetros de Natal -, eles tinham em mãos cerca de R$ 1 mil fruto de duas parcelas do benefício.

Em uma casa localizada no bairro de Ponta Negra, na Zona Sul de Natal, onde estava montada a base dos bandidos, a Polícia Federal apreendeu um amplo maquinário. Entre o material estavam utensílios mais simples como plastificadores e máquinas de datilografar elétricas, além de material de informática sofisticado como notebooks e um impressora multifuncional de última geração usada para imprimir os documentos falsos. Mais material falsificado como carimbos da Caixa, cédulas de identidade e carteiras de trabalho com nomes de beneficiários e fotos dos acusados também foram apreendidas.

A Polícia Federal tem informações de que o grupo já estava investindo o dinheiro dos golpes em bens, como dois carros que foram adquiridos com os produtos dos roubos. Eles foram autuados no artigo 171 do Código Penal (estelionato). Os três devem ficar presos na sede da PF e podem pegar penas que variam de um a cinco anos.

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