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31/12/2009 - Paraná Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

A corrupção


A coluna de hoje faz o balanço de um dos pontos nevrálgicos do fracasso do terceiro mandato de Roberto Requião (PMDB): a suspeita reiterada de corrupção. Do ponto de vista ético, não há o que comemorar ou soltar fogos neste réveillon. Ao contrário. Apesar de insistir no discurso da transparência e de que “este é um governo sério”, na prática, sua excelência comanda uma gestão que está atolada até o pescoço em denúncias de falcatruas. A oposição, na briga eleitoral de 2010, deve pegar firme. O governador, de eterno denunciante, viverá mais um ano como denunciado. Os indícios são muitos. E a ausência de explicações é completa.

Caso a caso

A mais emblemática suspeita que enrosca Requião é o negócio da draga. Sua excelência, com a maior desfaçatez do mundo, força a compra do “fantástico navio chinês” por R$ 46 milhões. O fato escandaloso dessa história é que o equipamento foi escolhido previamente e o vendedor, idem: é o empresário grego George Pantazis, cujo histórico de calote contra o Estado é conhecido desde o incidente das jaquetas não entregues à Polícia Militar. Trata-se de um escândalo que, até hoje, não foi esclarecido.

Mais!

Além deste caso, a gestão portuária ainda registrou a suspeitíssima venda do Terminal da Ponta do Félix. Não obstante o governador tenha “protestado” contra a aquisição das ações da Previ por uma empresa privada, soube-se que o irmão dele, o Eduardo, teria sido o intermediador do negócio. Sobre isso, o governo também emudeceu.

Vale lembrar

Não é de hoje que a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) se vê envolvida em suspeitas. Desde a divulgação de um dossiê que relatava a prática de uma série de fraudes em Paranaguá, em 2007, o governo foge da obrigação de falar à opinião pública sobre o caso. Em tempo: o autor das denúncias, Leopoldo Campos, que afirmou existir favorecimentos a empresas privadas em licitações para obras e serviços no terminal, foi demitido do cargo por Roberto Requião.

Outro mano

Permanece vivo (e sem explicações convincentes) o famoso caso das TVs alaranjadas da Secretaria da Educação. Os 22 mil aparelhos, comprados junto à empresa Cequipel, a maior doadora individual da campanha requianista, teriam sido adquiridos de forma superfaturada. Maurício Requião, então secretário, não concedeu uma única entrevista coletiva para detalhar o modelo de licitação utilizado.

No esgoto

Outra história embaçada e cheia de mistério é o chamado caso Sanepar-Pavibras. De acordo com as investigações, teria havido um superfaturamento em obras de saneamento no litoral. O valor inicial previsto para pagamento era de R$ 69 milhões, mas a Sanepar repassou um total de R$ 113 milhões. A Pavibras ainda cobra outros R$ 40 milhões na Justiça. Requião não dá um pio.

Em ONGs

E com a mesma estratégia de fugir das evidências, o inquilino da Granja do Canguiri também não usou de sua verborragia explosiva para retrucar as acusações de que sua administração, sobretudo na Secretaria do Trabalho, flertou perigosamente com organizações não-governamentais (ONGs). A imagem de seriedade do Roberto era vidro e se quebrou.

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