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25/12/2009 - TudoRondonia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Do Roubo, Furto ao Estelionato

Por: Sergio Barbosa Neto


Novamente estamos a caminho de um NOVO ano, 13º na praça, o comércio pujante, as usinas, nossos novos moradores da capital, tudo bonito, viadutos em construção, mas temos os problemas advindos do progresso. Por essas razões, preparamos (nós da Delegacia de Crimes c/ o Patrimônio algumas dicas para o povo. E caso necessitem de atendimento pessoal é somente comparecer a especializa que será atendido seja por um dos Delegados, Agente de Polícai ou Escrivão. Existem dicas sim, e proveitosas, entretanto não podemos deixar no ar, pois os "lalaus", também estão na espreita.

Vamos ao assunto.
DO ESTELIONATO ao ROUBO e FURTO. “ a saidinha “
O golpe conhecido como “saidinha”, tecnicamente o furto ou roubo dependendo do caso “in concreto”, praticado geralmente por uma quadrilha ou bando, pois têm como partícipes dois ou mais meliantes, ou seja, o da retaguarda, o olheiro e o autor direto.
Praticado nas saídas de Bancos e Caixas eletrônicos as vítimas, se bem que vítimas o são em crimes contra a pessoa, e aqui falaremos em “lesados”, em potencial os idosos, aposentados, jovens em tenra idade e com inexperiência adequada ao tempo.
Os idosos que pelo peso dos anos de vida, são um tanto mais lentos que os 3.0, tanto no caminhar, no pensar, e no fazer, mas por outro lado, em decidindo o que fazer, como andar, e como pensar. Dito e feito, perfeito e acabado.
Com efeito, os adolescentes, com uma visão futurista, ávidos por tudo fazerem e no menor lapso temporal já .... visto, acabam se atrapalhando e propiciando aos larápios agirem rapidez e eficiência no cometimento do delito.

OBSERVAÇÕES QUANTO AO “modus operandi” da QUADRILHA ou BANDO.

Geralmente formado por dois ou três componentes, como dito antes, tem o olheiro, o comunicador, e o autor propriamente dito do golpe, assalto (roubo), furto (descuidista), ou o pega-pega (cavalo doido).
Esmiucemo-los cada qual per si.
O olheiro adentra a agência ou caixa eletrônico e fica na “miúda”, observando as vítimas, ou melhor, o pretenso lesado, e olhe não é no dito popular, e sim a pessoa que tem seu patrimônio surrupiado...
Normalmente se posta na fila, e quando chega sua vez, sai para anotar “de h”, algo na mesa, até que detecta ou escolhe o futuro assaltado, isso quando não consegue memorizar a senha do cliente bancário. Em vendo o montante retirado, repassa para o comparsa de fora (esquina), e pelo celular, os trejeitos, roupas, cor, cabelo e tudo mais. Aí é fatal.
Segundo passo. A malfadada operação criminosa. Se idoso, ou adolescente, é somente “enquadrar”, e retirar o “quantum”. Se de idade mediana, utiliza até arma, aí se trata de um roubo consumado.
O “cavalo doido”, e a famosa “trombada”, para começa a desculpar-se, ajudando inclusive a catar as coisas da vítima, enquanto que o terceiro elemento do grupo criminoso arrecada o envelope, carteira, e “sai de fininho”. Estamos diante de um furto consumado.
Por sua vez o ESTELIONADO de SAIDINHA, normalmente dois delinqüentes aguardam na fila, e enquanto o incauto recebe o dinheiro do caixa, vai para as conferências (ate parecendo se der diferença naquele momento resolve com a máquina ... !!! ... deixando o envelope com a quantia retirada ao lado.
O segundo do grupo malfeitor tira a atenção do lesado, mostrando e perguntando algo. O primeiro por sua vez, substitui o envelope por outro semelhante. Está
consumado o estelionato, usando ardil tipificado no art. 171 do Código Penal Brasileiro. Levou o lesado a erro, podendo-se também dependendo do caso e do entendimento do Delegado que confirma ou não o flagrante, e não os agentes da Autoridade, com seus BOs. que mais parece uma peça de Flagrante-Delito. Quem caracteriza ou não o flagrante-delito é o Delegado, e quem somente poderá e em casos próprios é o Poder Judiciário, seja com o relaxamento, e logicamente a não homologação. De salientar estamos procurando na medida do possível dirigir-mos com palavreado simples do dia a dia, para que a população possa entender o objetivo deste comento.

CUIDADO COM OS DESCUIDISTAS, LADRÕES, ESTELIONATÁRIOS.

1. Primeiramente não vemos necessidade de ser sacado em caixas eletrônicos o máximo diário que é R$ 1.000,00, pode-se retirar 100, 200, à tarde mais 100, e assim por diante. Pois em caso de assaltos, ou furtos, o prejuízo será menor, além do que os descuidistas ou olheiros, etc., preferem as quantias mais “elevadas” ...
2. Caso a pessoa que vai a frente deixe cair um envelope, passe direto, se for o caso retorne após para avisá-lo, ali está um estelionatário em potencial. Depois vêm os agradecimentos, gratificações, etc... É golpe !
3. Nada de ficar em caixa eletrônico após o saque, com o dinheiro na mão ou no envelope, conferindo (a máquina não vai de devolver em caso de
4. erro), nem tampouco você vai conversar com ela ... é tudo eletrônico ... é a tecnologia a cibernética e por aí em diante. Para que retirar extratos conferindo se realmente o dinheiro saiu da conta (é claro que sim, meu amigo), novamente alguns tiram outro extrato para novamente observar algo na conta. O olheiro estará te observando. Para isso todos os bancos disponibilizam o O800 para reclamações.

5. Todas as operações bancárias são filmadas, codificadas. Não se preocupe em conferências desnecessárias.

Idosos, tem fila (ou pelo menos deveriam ter), exija seus direitos. As gestantes também, assim como os com necessidades especiais. Por outro lado são essas pessoas as mais visadas pelos delinqüentes. Pois, com o devido respeito e deferência que merecem, - ale de serem os que de mais puro na singeleza, e na honestidade, são “a voz da razão, da sabedoria e a experiência”.
Reverenciemo-los, como fazem os nipônicos, - aprendamos com eles.

- Sempre que possível observem se são observados, e a redundância foi a propósito, para firmar bem o conteúdo da mensagem.
Em caso de desconfiar de alguém, ou algo diferente, procure de imediato um segurança bancário, um Policial Militar, um Policial Civil, um conhecido que esteja por perto, ou ligue 190 ou 0800 647 1400.
(Patrimônio), ligações gratuitas, que certamente serás bem atendido. Ou dentro da agência faça o “escândalo”, você tem o direito de desconfiar, mas cuidado, não indique de imediato alguém, pois pode haver erro quanto à pessoa (é o jus esperniandi) – vocábulo popular.
- Sempre que possível vá ao caixa, com um familiar, sobrinho, neto, conhecido.
- Senhoras e senhoritas, ou como dizem os portugueses, “moçoilas e raparigas”, ao adentrar ao banco – caixa eletrônico, e pegar a “bicha”, a fila ... não fiquem
retirando extratos, demorando, conferem falando em celular ... A senhora poderá e deverá estar sendo observada e o roubo será consumado logo na “saidinha”.
Finalizando, As festividades e final do ano se aproximam, época em que os espertinhos atacam em peso para o décimo terceiro deles, muito cuidado, pois o dinheiro está correndo na cidade, com 13º, 14º, férias, viagens, as hidrelétricas pagando seus funcionários. Cuidado também com esses “flanelinhas” de “h”, pois como o Poder Público não faz a sua parte (cadê a zona azul, Cadê a GUARDA CIVIL, GUARDA MUNICIAL, ou GUARDA METROPOLITANA, façamos a nossa.
Não são todos, mas alguns dos flanelinhas estão ganhando mais do que os lesados, cobrando um real para não cuidar de carro algum, e desconfiai,quando colocam no vidro traseiro,aquele famoso papelão para proteção solar. Você adentra ao veículo, deixa a bolsa, o dinheiro, e tudo mais e nada vê pelo retrovisor. O espertinho está somente aguardando a descida para retirar o dito papelão. Surrupia bolsa e tudo ... Já era ...
A Divisão de Crimes contra o Patrimônio afeta ao Departamento de Polícia Especializada da Polícia Civil de Rondônia, à Av. Brasília, 1400.
E temos o fone 0800 647 1400 (numero fácil de decorar), para os atendimentos, coleta de dados, informes e informações. O sigilo é nossa meta principal. E, não há necessidade de identificar-se, mas se confiardes na nossa, sua POLÍCIA CIVIL, estamos a disposição. Dispomos de Delegados, Agentes e Escrivães, sempre para atendê-los com o máximo respeito e discrição, assim a Patrimônio e a Furto de Veículos, prima pela eficiência e rapidez nos trabalhos próprios, dentro de nossas parcas condições é claro ... Ainda contamos com os telefones fixos 326 8811 (SEVIC), 8888 (Cartório) e o 8889 – Gab.Div.)

Sergio Barbosa Neto
Delegado de Polícia
Dir. Div. Crimes
c/Patrimonio

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