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04/06/2007 - IDG Now! Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Diário de uma vítima em potencial na internet

Por: Guilherme Felitti


São Paulo - Entenda os cuidados básicos que os usuários leigos de internet precisam ter para evitar os golpes dos criminosos virtuais.

Navegar sempre implicou em correr riscos. Enquanto milhares de pobres morreram em caravelas apinhadas em direção ao Novo Mundo antigamente, agora é a vez de pessoas recém-introduzidas à web divulgarem dados sigilosos para criminosos.

A cartilha básica de segurança da internet reza que não se deve abrir anexos estranhos, atualizar sempre seu antivírus e desconfiar quando um e-mail promete um prêmio especial em um concurso que você não lembra de ter participado.

Problema é que, enquanto muitos ainda topem (e ainda hão de tropeçar) nos preceitos básicos, tantos outros se enganam achando que estão seguros na internet respeitando a poucas regras que evitam os perigos mais evidentes.

São demais os perigos desta vida, já dizia Vinícius de Moraes - mas maiores são eles quando há a falsa sensação de segurança. Na internet, plena reprodução digital do mundo real, não poderia ser diferente.

Para ajudar o usuário a entender e, principalmente, combater esta falsa certeza sobre sua segurança digital, o IDG Now! resolveu se valer de um personagem fictício: o José Manneh.

José Manneh não é entusiasta de tecnologia: tem suas contas de e-mail, navega por redes sociais e tem dúvidas sobre como pode baixar vídeos e músicas de redes P2P.

Quando está em casa, aproveitando a banda larga recentemente contratada, Zé se pauta pelo princípio de que, sem proteção, sair navegando a esmo é suicídio.

No trabalho, o pensamento é completamente outro - como há uma equipe técnica responsável pela segurança, Zé pode relaxar um bocado quanto a spams, phishing e vírus. Não há equipe de suporte, porém, que impeça que pragas entrem pelas mãos dos funcionários.

Após algumas horas gastas em redes P2P, Zé leva ao escritório um CD que baixou na noite anterior para trabalhar ouvindo sua cantora preferida.

Fã confesso da tal cantora, seu vizinho de baia vê e pede o memory key emprestado para copiar as canções em casa. No dia seguinte, ao reutilizar o drive no seu micro corporativo, as chances de infecção da rede corporativa são grandes, caso o amigo de Zé não leve segurança tanto a sério em casa.

Zé já cansou de ouvir conselhos sobre não visitar sites suspeitos e sempre acha um jeito de mudar os rumos de uma conversa que se encaminha para críticas ao seu pacote de segurança.

Para ele, a atualização automática do antivírus gratuito, o poderoso filtro antispam do seu serviço online de e-mails e um bocado de bom senso são suficientes para que sua vida fique livre de criminosos digitais.

Pelo menos, é o que pensa.

Mesmo que tenha um dinheirinho sobrando no banco todo mês, Zé prefere gastar em outras paixões do que aplicar algumas dezenas de reais em um pacote de segurança completo.

Se há opções gratuitas, por que pagar? O preceito econômico que guia Zé o coloca em um risco que seu status financeiro poderia facilmente evitar. Por mais que barrem infecções e controlem o tráfego, pacotes gratuitos pecam pelo fraco suporte e pela interoperabilidade muitas vezes ruim com outros softwares de segurança.

Caso consiga, como é o caso de Zé, pagar por pacote completo de segurança, este é um investimento certeiro para sua privacidade. Recente teste conduzido pela PC World com sete pacotes de segurança avaliados pode ajudar Zé a abrir a carteira para blindar seu PC.

Zé tem muito cuidado para abrir mensagens de desconhecidos - aprendeu com um sobrinho adolescente, tão acostumado com softwares e computadores, que posicionar o mouse sobre um link revela para onde ele leva no software de correio eletrônico.

Com a preciosa dica, pode ver que alguns e-mails de bancos apontam para domínios formados por seqüências de números com arquivos terminados em “scr” ou “exe” - com a ajuda do sobrinho, Zé sabe que se tratam de pragas.

Mas ele não está salvo. Há meses, vem recebendo mensagens com lembretes idênticos a grandes portais da internet brasileira e, com certa carência aflorada, se sensibiliza por alguém ter lembrado de enviar a notícia sobre uma nova celebridade na noite.

Curioso, Zé esquece os conselhos e quase clica, motivado pela falta de dúvida: como pode notícias tão frescas serem usadas para espalhar malwares?

Ainda se recuperando do momento de fraqueza, recebe uma mensagem de um das dezenas de contatos que tem no seu comunicador instantâneo.

O papo está animado e, no meio do diálogo, uma frase em inglês do seu amigo, genuíno representante tupiniquim, convida a conhecer um site em inglês. Mensagens instantâneas não são e-mails, pensa ele, clicando.

Ledo engano. Da mesma maneira que e-mails, softwares de mensagens instantâneas e até mesmo de VoIP vêm se tornando alvo crescente de crackers para infestações em massa - na maioria dos casos, cada vítima tem o malware repassado para todos seus contatos.

Assim como golpes de phishing, ataques por mensagens instantâneas abusam de engenharia social para infectar - não forçam, mas convencem o usuário a clicar em um link malicioso, algo que atualização de antivírus nenhum pode evitar.

Por debaixo do pano

Zé se convence a comprar um pacote de segurança. Instala o software, faz atualizações e vasculha completamente seus discos rígidos atrás de pragas. Além de eventuais vírus que passaram batidos pelo antivírus anterior, o programa aponta pragas espiãs incrustadas em diretórios, o que o deixa extremamente aliviado.

O que Zé não desconfia é que ainda pode haver malwares instalados em seu micro, prontos para espionar os sites visitados, os programas utilizados e, principalmente, os dados financeiros inseridos em serviços online.

Um conselho de ouro para qualquer usuário eventual de internet: nunca é demais usar mais de um programa para detectar spywares para ter certeza de que você não enfrentará surpresas desagradáveis com seus dados financeiros.

A especialização dos spywares, acompanhado pela explosão das pragas que infectam mesmo sistemas que usam pacotes robustos de segurança, leva ainda a outra preocupação para Zé - combater rootkits.

Alçados ao estrelato com a crise iniciada pela gravadora Sony-BMG, os rootkits se tornaram o símbolo de uma mudança no mercado de ataques digitais: saem os ataques escandalosos com worms, entram as organizações criminosas que agem visando ao lucro.

Talvez mais que listar de cabeça sua caixa de ferramenta digitais para se proteger, Zé deve entender que está no meio de uma guerra civil digital onde seu dinheiro é o principal alvo dos criminosos.

Assim como roubos na vida real se tornam mais sofisticados, há também a ação de gangues no ambiente digital que inventam novas maneiras que atraem não apenas usuários incautos, como também os que se sentem seguros com regrinhas básicas demais.

Zé é o símbolo deste novo grupo. Ou ele entende que, do outro lado do micro, há pessoas reais pensando em maneiras de lhe roubar uns trocados ou é ele quem sai como mané da história.

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