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22/12/2009 - Correio Braziliense Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF pretende reduzir crimes virtuais no Maranhão em 90%

Por: Sandra Viana


O Maranhão é um dos estados mais visados por quadrilhas especializadas em crimes virtuais. Mas, a ação destes grupos deve ser coibida pelo projeto “Tentáculos”, da Polícia Federal (PF). A operação vai mapear ocorrências envolvendo clonagem de cartões, transferências fraudulentas e invasão de contas bancárias. Os dados são fornecidos pelo próprio banco. Com a operação, a PF pretende, até 2011, diminuir em 90% a ação das quadrilhas.

A PF assinou acordo de cooperação com a Caixa Econômica Federal (CEF) e deve fechar com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) ainda este mês. A execução do projeto iniciou este ano. Como resultado, a polícia tem armazenados dados referentes a 114 mil operações bancárias suspeitas praticadas desde 2006, todos contra clientes da CEF. Estas culminaram em 16 inquéritos e 2,4 mil fraudes estão em análise. As informações são enviadas à Base Nacional de Fraudes Bancárias da PF, em Brasília.

A polícia tem uma lista de crimes virtuais cometidos no Maranhão e a incidência das quadrilhas. Os números devem ser divulgados com a prisão dos fraudadores. Antes do projeto Tentáculo, clientes lesados trilhavam um longo caminho burocrático à agência de origem para fazer a denúncia. No entanto, o registro de reclamação não garantia a abertura de inquérito. Agora, os crimes são centralizadas pelos bancos e repassados à PF por arquivo digitalizado. O tempo de nove meses para solicitar os dados caiu para cinco dias.

Os crimes virtuais mais praticados são a clonagem de cartões e as transferências bancárias eletrônicas. O perfil dos fraudadores são homens entre 20 e 30 anos, com padrão de vida acima da ocupação exercida. A concentração maior em casos de clonagem está nas regiões Sudeste e Sul, onde a concentração e movimentação financeira são maiores. “Mas, os crimes não são centralizados. A ferramenta da Internet possibilita a abrangência dos fraudadores”, disse o delegado-chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários e coordenador do Grupo Regional de Combate às Fraudes Bancárias Eletrônica, David Farias de Aragão.

Pesquisa realizada em 2008 revela que, além do Maranhão, os Estados do Ceará, Pará e Goiás concentram as principais quadrilhas de fraudadores das contas bancárias. Os clonadores agem preferencialmente nos Estados de São Paulo, Minas, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. “A clonagem requer a presença do criminoso, a transferência não. Por isso, onde há concentração de renda é mais comum crimes de clonagem”, reitera o delegado. O projeto Tentáculo é permanente e integra a polícia federal em todos os estados do Brasil.

Apoio

A meta de redução dos crimes virtuais é ambiciosa, reconhece o delegado, mas com apoio das instituições pode se concretizar. O repasse de informações cadastrais diretamente à polícia, adesão das demais instituições financeiras e denúncias dos clientes reforçaria as investigações. “O que não é protegido por sigilo bancário os bancos têm interesse em comunicar a polícia. São casos de contestação do cliente. Então, o que não é reclamado, o acesso é mais difícil”, explica David Aragão.

O delgado ressalta que a falta de uma legislação específica facilita a ação dos criminosos. As punições são arbitradas de acordo com o Código Penal. Tais crimes são enquadrados, em sua maioria, furto qualificado (dois a oito anos de reclusão) e estelionato (um a cinco anos, mais 1/3 da pena). Para evitar o leso, o delegado orienta atenção ao utilizar os sites bancários. “Não devem abrir anexos de e-mails desconhecidos, ter atenção ao texto e dotar o micro com um antivírus”, sugere o delegado.

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