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09/03/2007 - ComuniWeb Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Sistemas não são imunes a fraudes


O professor Pedro Rezende, da UnB, diz que, no quesito violação, tanto o uso de senhas como as técnicas da biometria têm suas falhas. “Podemos deduzir que a maior vulnerabilidade da senha está normalmente associada aos riscos de interceptação externa (vazamento ou roubo). Já a maior vulnerabilidade da biometria está associada aos riscos de interceptação interna (programas defeituosos ou maliciosos)”, diz Rezende.

Para exemplificar, ele afirma que, numa situação em que o usuário sofra conseqüências do uso impróprio de sua identidade biométrica, só poderá resolvê-la com a ajuda do dono do sistema. “Como os dados biométricos não podem ser trocados, o dono do sistema só terá como opção, se quiser atender ao usuário, trocar o método ou o sistema. Em qualquer caso, isso representa um alto custo para o seu negócio”.

Assim, de acordo com o cientista, essas características demonstram prós e contras na utilização da biometria em detrimento das senhas. As duas primeiras características citadas na página anterior pelo professor, em relação ao método biométrico, demonstram as vantagens, e as duas últimas, as desvantagens. “Ou o preço a pagar pelas vantagens, da biometria em relação à senha e similares”, reforça.

O preço, afirma ele, decorre das características comuns, pois biometria e senha são técnicas empregadas por métodos de identificação baseadas em segredo compartilhado. “O compartilhamento de segredo ocorre entre usuário e sistema. No caso da senha, da seqüência de teclas; no caso da biometria, dos dados produzíveis pela captura do seu padrão físico”, explica Rezende.
Afinal, a biometria é ou não é segura? Para responder a esta questão, o professor da UnB cita o criptógrafo Bruce Schneier que diz que segurança é um processo real e, ao mesmo tempo, um sentimento pessoal.

Ele explica dizendo que a segurança, de natureza matemática, é baseada em probabilidades de materialização dos riscos e de eficácia dos protocolos e medidas de proteção. Por outro lado, continua o cientista, o sentimento de segurança, de natureza psicológica, é baseado nas reações das pessoas à percepção de riscos e ao conhecimento funcional de protocolos e medidas de proteção.

“São dois planos diferentes e que, às vezes, destoam. Alguém pode sentir-se inseguro em relação a um sistema com baixas probabilidades de incidentes de segurança, ou sentir-se seguro em relação a um outro sistema com probabilidade alta de falha ou de fraude”, assinala Pedro Rezende. Dessa forma, segundo ele, sistemas confiáveis e garantias de segurança só fazem sentido no plano psicológico.

Assim, Rezende afirma que o método biométrico passa mais sensação de segurança que outros. “No estágio atual da cultura e das tecnologias da sociedade da informação, a biometria está mais propensa a promover sentimentos de segurança do que atenuar riscos e ampliar eficácias em todo o espectro do processo real da segurança de sistemas”, pondera.

Para concluir, o professor diz que é preciso traçar limites na utilização dessa tecnologia. Na opinião dele, o principal limite seria o bom senso da racionalidade na avaliação de opções do processo de segurança. “Pelo visto, esse limite parece ser o do abuso de poder, por quem seja capaz de nos impô-los, amparados em tosca bitolação ao aspecto psicológico da segurança”, opina.

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