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21/01/2006 - Jornal Veja Agora Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Mulher desvia R$ 700 mil da Vale do Rio Doce e foge


Um total de 17 mil passagens do trem canceladas e R$ 17 mil, em espécie, desviados. Esse foi o golpe que a funcionária terceirizada, Suzana Lima Nunes, e o marido, Nicodemos Nunes Júnior, aplicaram na Companhia Vale do Rio Doce. O crime vinha sendo cometido, segundo investigações dos policiais do 5° DP do Anjo da Guarda, há 2 anos e oito meses. Os dois estão foragidos.

De acordo com o delegado Paulo Roberto Carvalho, do 5° DP, há quatro meses a polícia daquele distrito vinha desconfiando do rápido enriquecimento do casal Nunes, que mora na Rua Zâmbia, no Fumacê, próximo à delegacia do Anjo da Guarda.

"De repente eles começaram a comprar carros, terrenos, casas. Os policiais começaram a notar todo esse enriquecimento e suspeitaram, a princípio, de que o marido de Suzana estaria fazendo tráfico de drogas. Foram feitas investigações para comprovar esse envolvimento, mas nada foi encontrado contra Nicodemos", narra o delegado.

Paralelo às investigações, os policiais continuavam a perceber que a prosperidade do casal só aumentava. Nicodemos, que só tinha uma Kombi, com a qual fazia transportes de funcionários da Vale e um Templa, ano 1993, apareceu com duas caçambas e uma L200. Nas várias sondagens que fizeram, os agentes da delegacia do Anjo da Guarda, ficaram sabendo que o marido de Suzana só tinha como renda um contrato com a CVRD no valor de R$ 2 mil.

Como a ostentação patrimonial do casal era incompatível com a realidade do bairro onde residiam e com a própria renda dos Nunes, já que o contra-cheque de Suzana revelou que ela, como vendedora de bilhetes do trem da Vale, só recebia mensalmente a quantia de R$ 410,00, os policiais começaram a suspeitar de que a mulher pudesse estar desviando dinheiro daquela empresa.

"A partir daí, as investigações se concentraram na mulher. Foi observado que o marido fazia várias visitas ao trabalho dela durante o dia, no terminal ferroviário. Suzana vendia as passagens de trem e era ela mesma que se fiscalizava, a Vale nunca fez cruzamento das passagens vendidas pela funcionária e foi aí que ela encontrou uma brecha para desviar dinheiro da venda de passagens", explicou o delegado Paulo Roberto.

Vale do Rio Doce

Assim que perceberam o modus operandi da estelionatária, a polícia avisou à direção da Vale do Rio Doce que tinha fortes suspeitas de que Suzana estava desviando dinheiro da companhia. "O pessoal da empresa começou a ficar de olho no comportamento dela. Descobriu-se que ela vendia a passagem para uma pessoa e assim que esta embarcava no trem, ela cancelava o bilhete e ficava com o dinheiro", informou o delegado.

Pelos levantamentos da polícia, em dois anos e oito meses, Suzana cancelou 17 mil passagens. A confirmação dessa informação é possível já que, para cancelar os bilhetes, ela usava uma senha pessoal. O dinheiro desviado chega a R$ 700 mil.

A Vale fez queixa-crime contra Suzana, por fraude de estelionato (171, parágrafo 3, do Código Penal) e registrou abertura de inquérito. A prisão preventiva da funcionária foi decretada na última quinta-feira. A prisão só não foi efetivada porque o casal fugiu.

A polícia já tem um levantamento parcial dos bens adquiridos pelo casal nesses dois anos e oito meses. Nesse tempo, Nicodemos trocou a velha Kombi por duas caçambas, o Templa 93, por uma F 250 e depois uma L 200. Comprou um FOX para Suzana, além de chácaras, casas, terrenos.

Já foi pedido o seqüestros de todos esses bens. Ontem mesmo, a polícia apreendeu os carros, computadores, fax e documentos que comprovam movimentação bancárias. As investigações também levaram a polícia a descobrir que o casal tem sete contas correntes e duas poupanças. Por dia, eles faziam de dois a três depósitos, entre R$ 1 mil e R$ 5 mil. Por mês, eles chegavam a depositar até R$ 35 mil.

Antes de fugir, Suzana foi interrogada por funcionários da direção da Vale e confessou os desvios de dinheiro. Mas assim que saiu da empresa, procurou seus advogados e negou toda a confissão, afirmando que a teria feito sob tortura psicológica. A polícia está à procura dela e do marido.

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